Após Musharraf, vários países vão continuar trabalhando com o Paquistão

Vários países anunciaram nesta segunda-feira sua intenção de continuar trabalhando com o Paquistão após a demissão do presidente Pervez Musharraf, pedindo a Islamabad que respeite a democracia para garantir a estabilidade do país.

AFP |

"O presidente (George W.) Bush trabalha por um Paquistão forte que continue se esforçando pela democracia e o combate contra o terrorismo", indicou um porta-voz da Casa branca, Gordon Johndroe, em um comunicado.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, tinha antes afirmado que os EUA continuariam trabalhando com o Paquistão enquanto a Grã-Bretanha declarou que suas relações com o governo paquistanês não "dependem de um único indivíduo".

"Vamos continuar trabalhando com o governo paquistanês", afirmou o porta-voz da presidência afegã, estimando que esta colaboração é necessária para a luta contra o terrorismo, um sério desafio para os dois países".

Muitos esperam, como Moscou, que a demissão de Musharraf não tenha conseqüências negativas para a estabilidade do país e que a situação não saia dos limites do quadro constitucional, segundo o ministério russo dos Assuntos estrangeiros.

"Sob essa ótica, os EUA apóiam fortemente o governo civil eleito democraticamente em seu desejo de modernizar o Paquistão e de instaurar instituições democráticas", disse Rice, pedindo aos dirigentes políticos que redobrem a atenção sobre o futuro do Paquistão e suas necessidades mais urgentes, como o extremismo crescente, a escassez de alimentos e energia e a estabilidade econômica.

O chefe da diplomacia britânica, David Miliband, disse que a demissão de Musharraf encerra um "período crucial" da história do Paquistão, julgando assim fundamental que o país disponha de um governo forte e democrático.

No mesmo sentido, Paris pediu que Islamabad "respeite o quadro constitucional e o Estado de direito, para superar os inúmeros desafios que o Paquistão deve enfrentar", declarou um porta-voz do ministério dos Assuntos Exteriores.

A chancelaria afegã manifestou seu desejo de um Paquistão estável e democrático, "fundado sobre o reino da lei".

O governo alemão também manifestou sua vontade de que o futuro presidente paquistanês contribua para a estabilidade do Afeganistão, para o equilíbrio da paz com os vizinhos, e que tenha determinação de lutar contra o terrorismo em todas as suas formas.

Vários países prestaram homenagem ao presidente Musharraf, "um amigo dos EUA e um dos parceiros do mundo mais engajados na guerra contra o terrorismo e o extremismo", segundo Rice.

A demissão de Musharraf "vinga o assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, morto num atentado suicida no fim de dezembro de 2007, afirmou o folho do falecida,, Bilawal Bhutto Zardari.

"Após o martírio de minha mãe, eu disse que a democracia seria a melhor vingança, e hoje temos a prova", declarou.

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