Após morte de Bin Laden, EUA fecham escritórios diplomáticos no Paquistão

Segundo governo americano, serviços de rotina em postos consulares são interrompidos por motivo de segurança

iG São Paulo |

Os Estados Unidos ordenaram nesta terça-feira o fechamento, "até nova ordem", de sua embaixada e de seus consulados no Paquistão. A medida acontece um dia depois de a Casa Branca ter anunciado que o líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, foi morto em uma operação americana no país.

Segundo o governo dos EUA, os escritórios diplomáticos estão fechados para "assuntos rotineiros", como tramitação de vistos, por motivos de segurança. Além de sua embaixada em Islamabad, os Estados Unidos têm consulados nas cidades de Peshawar (noroeste), Lahore (leste) e Karachi (sul).

Bin Laden foi morto por forças especiais americanas em um complexo que lhe servia de esconderijo na cidade de Abbottabad, situada menos de 100 quilômetros ao norte de Islamabad.

Paradeiro

Nesta terça-feira, o presidente do Paquistão, Asif Ali Zardari, negou que as autoridades do seu país soubessem do paradeiro de Osama bin Laden, afirmando que o país "nunca foi nem nunca será o foco de fanatismo como é muitas vezes descrito pela mídia".

Em artigo publicado pelo diário americano "The Washington Post", ele também negou que a morte do líder da Al-Qaeda seja um sinal da incapacidade de seu país combater o terrorismo.

"Essas especulações infundadas (de que autoridades sabiam do paradeiro de Bin Laden) podem produzir notícias emocionantes, mas não refletem a realidade", disse o líder paquistanês. "O Paquistão teve tanta razão para desprezar a Al-Qaeda como qualquer outra nação. A guerra contra o terrorismo é tanto a guerra do Paquistão como é da América."

O líder acrescentou que o Paquistão, que tem sofrido repetidos ataques terroristas contra civis e contra seus serviços de segurança, "tinha pago um preço enorme por sua luta contra o terrorismo". "Mais de nossos soldados morreram do que todas as vítimas da Otan juntas. Dois mil policiais, quase 30 mil civis inocentes e uma geração de progresso social para o nosso povo foi perdida."

Com BBC e EFE

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