Após meses de impasse, Iraque aprova lei eleitoral

Por Khalid Al Ansary e Ahmed Rasheed BAGDÁ (Reuters) - O Parlamento iraquiano aprovou por unanimidade na quarta-feira a lei que regulamenta as eleições provinciais, que devem ser realizadas até 31 de janeiro, segundo parlamentares.

Reuters |

Houve meses de adiamento devido a desentendimentos entre árabes e curdos sobre o status da rica cidade de Kirkuk (norte), cuja população é etnicamente mista. O pleito originalmente estava previsto para 1o de outubro.

Parlamentares disseram que a eleição em Kirkuk será adiada até que seja encontrada uma fórmula satisfatória para todas as partes.

A ONU e os EUA vinham pressionando os líderes iraquianos a aprovarem logo essa lei, argumentando que as eleições serão vitais para consolidar a redução da violência e a reconciliação nacional.

Embora a violência esteja no seu menor nível em quatro anos, militantes continuam realizando ataques esporádicos em grande escala. Na quarta-feira, um ataque a nordeste da capital matou 35 pessoas, sendo 27 policiais, segundo autoridades.

A ação começou em um posto policial numa aldeia perto de Baquba, que matou um agente. Em seguida, uma emboscada matou 26 policiais e 8 membros de uma patrulha sunita local que haviam sido enviados como reforço, de acordo com a polícia. Inicialmente, houve relatos de que também havia civis entre os mortos.

Faraj Al Haidari, presidente da Comissão Eleitoral, disse que grande parte da organização para as eleições provinciais já foi concluída, mas que o pleito ainda levará quatro ou cinco meses.

"Se a presidência aprovar a lei, precisamos de 140 a 150 dias para completar todos os preparativos", disse Haidari à Reuters.

O Parlamento agora enviará a lei à presidência colegiada composta por três integrantes. O presidente do país, Jalal Talabani, rejeitou uma versão anterior, em julho, e a devolveu. O fato de a aprovação na quarta-feira ter sido por unanimidade deve fazer da sanção uma mera formalidade.

Salim Al Jubouri, da Frente do Acordo Árabe Sunita, disse que curdos e árabes fizeram concessões a respeito de Kirkuk.

(Reportagem adicional de Mohammed Abbas e Aseel Kami em Bagdá)

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