Ataques aéreos israelenses deixam 15 militantes mortos em dois dias, enquanto palestinos disparam mais de cem foguetes

A mais grave onda de violência entre Israel e a Faixa de Gaza em quase um ano entrou no segundo dia consecutivo neste sábado. Ataques aéreos israelenses deixaram 15 militantes mortos nos dois dias, de acordo com autoridades palestinas, enquanto Israel denunciou o disparo de mais de cem foguetes em direção a seu território.

A violência começou na sexta-feira quando um ataque israelense matou o comandante palestino Zuhair al-Qaissi. Israel acusou o militante de estar planejando um ataque ao país a partir do lado egípcio da Península do Sinai.

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Parentes de militante morto por ataque israelense choram durante funeral em Gaza
AP
Parentes de militante morto por ataque israelense choram durante funeral em Gaza

Qaissi era líder dos Comitês de Resistência (CRP), grupo que por trás do sequestro de Gilad Shalit, um soldado de Israel que foi mantido em cativeiro por mais cinco anos e libertado no ano passado em uma troca por mais de mil detentos palestinos.

Em resposta, militantes de Gaza começaram a lançar foguetes contra Israel – um deles teria deixado um civil gravemente ferido, de acordo com o governo israelense, que aconselhou os cidadãos da região de fronteira a ficar em casa.

Neste sábado, os ataques aéreos de Israel e os disparos de foguetes de Gaza continuaram enquanto milhares de palestinos marchavam em uma procissão fúnebre para Qaissi e outros militantes mortos. “Vingança, vingança”, gritava a multidão. O Egito afirmou estar tentando negociar um cessar-fogo, mas há pouca esperança de acordo. Um porta-voz dos Comitês de Resistência disse que o grupo “não pode recuar enquanto seus líderes e heróis estão sendo mortos”.

Suposto plano

Qaissi foi eleito chefe do CRP em agosto, depois que Israel matou o seu antecessor num ataque aéreo em Rafah, sul da Faixa de Gaza.

De acordo com testemunhas, a explosão que o atingiu foi tão forte que a cabeça de Qaissi se desprendeu do corpo. Imagens da Reuters TV mostraram um corpo carbonizado sendo retirado do local.

Segundo o Exército israelense, o militante preparava "para os próximos dias" um plano de infiltração em Israel similar ao lançado em agosto a partir da Península do Sinai , que deixou oito israelenses mortos e 40 feridos, sugerindo que o ataque aéreo sobre o carro foi necessário para frustrar o plano.

Com AP e Reuters

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