Após independência, Kosovo busca reconhecimento e apoio do mundo árabe

Pristina, 25 ago (EFE) - Após obter a independência em fevereiro, o Kosovo, povoado por uma maioria de albaneses de religião muçulmana, espera conseguir o reconhecimento e o apoio do mundo árabe e muçulmano, obtidos até agora de forma limitada, segundo ficou manifesto hoje em uma conferência em Pristina.

EFE |

"Desde o primeiro dia como Estado independente (17 de fevereiro de 2008), estivemos em contato com o mundo árabe", disse o ministro de Exteriores kosovar, Skender Hyseni, durante o debate sobre este assunto realizado hoje na capital kosovar.

Sob o lema "Kosovo e o Mundo Árabe", intelectuais, especialistas e políticos discutiram as causas pelas quais só seis dos 57 países-membros da Organização da Conferência Islâmica (OCI) reconheceram até agora a independência do Kosovo: Afeganistão, Albânia, Turquia, Senegal, Serra Leoa e Burkina Fasso.

Isto torna evidente o fato de que a grande maioria dos 46 países do mundo que já reconheceram o Kosovo é ocidental, algo que parece surpreender boa parte dos muçulmanos kosovares, que representam 90% da população.

Esta situação despertou críticas à jovem diplomacia kosovar, embora Hyseni afirme que, em sua estratégia para conseguir o reconhecimento internacional, os países da OCI foram prioritários para o Governo de Pristina.

Um dos problemas seria de que, apesar do predomínio da religião muçulmana em seu território, a população kosovar, em sua grande maioria, se mostra muito pró-ocidental.

"Estamos na Europa e somos favoráveis à integração com a União Européia, mas temos muito interesse em nossas relações com os Estados árabes", disse no fórum o presidente do Kosovo, Fatmir Sejdiu.

Este debate ocorre em um momento em que a Sérvia, apoiada pela Rússia, tenta frear o processo de reconhecimento internacional, considerado crucial para conseguir a estabilidade e o desenvolvimento político do Kosovo.

Muitos observadores vêem ainda a nova nação mais empenhada em sua tentativa de integrar-se à UE do que em se aproximar do mundo muçulmano. EFE am/gs

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