Após furacão, Cuba rejeita ajuda humanitária dos EUA

Havana, 6 set (EFE).- O Governo cubano rejeitou hoje o oferecimento dos Estados Unidos de enviar um grupo de avaliação humanitária à ilha após a passagem do furacão Gustav e respondeu que se Washington quer auxiliar, deve permitir a venda de materiais indispensáveis a Cuba.

EFE |

O Ministério das Relações Exteriores divulgou hoje comunicado em Havana no qual solicita, além disso, que Washington "suspenda as restrições que impedem as companhias americanas de oferecer créditos comerciais privados" ao país.

No fim de semana passado, "Gustav" atravessou o ocidente de Cuba em forma de furacão de categoria quatro e com rajadas de vento de 340 km/h, deixando 140 mil imóveis destruídos e causando grandes perdas na agricultura e em infra-estruturas.

No comunicado, o Governo cubano informa que na quarta-feira passada o secretário de Estado adjunto para a América Latina, Thomas Shannon, entregou no Escritório de Interesses de Cuba em Washington uma nota em que expressa "seu mais profundo pesar pela destruição causada pelo furacão Gustav".

"Cuba não precisa da assistência de um grupo de avaliação humanitária para estimar os danos e necessidades, pois conta com os especialistas suficientes, que praticamente concluíram esse trabalho", acrescenta a nota do Governo cubano.

O comunicado ainda afirma que "o correto, ético, respeitando o Direito Internacional e a vontade quase unânime da Assembléia Geral das Nações Unidas, seria eliminar total e definitivamente o ferrenho e cruel bloqueio econômico, comercial e financeiro aplicado durante quase meio século" a Cuba. EFE jlp/ab/rr

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