Após o fracasso das negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), o Brasil se volta para futuros acordos entre a União Européia (UE) e o Mercosul, revelou nesta terça-feira, em Genebra, o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

"A OMC era nossa absoluta prioridade entre as negociações" comerciais, "já que há questões que só podem ser resolvidas dentro da OMC, mas agora, as coisas podem se orientar para a busca de um acordo com a UE", disse Amorim.

"É claro que nos interessa prosseguir com as negociações entre o Mercosul e a União Européia", completou.

Para Amorim, será mais difícil retomar o projeto da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), promovido especialmente pelos Estados Unidos, já que Washington "exige coisas que não podemos aceitar", entre as quais a pretensão americana de que o Brasil renuncie à fabricação de medicamentos genéricos.

"As negociações com a União Européia são mais maleáveis", destacou Amorim, acrescentando que, antes de dar qualquer passo, "devemos conversar com nossos amigos do Mercosul".

As negociações entre UE e Mercosul, que deveriam ser concluídas em 2004, estão paralisadas desde então, à espera de um acordo na OMC, que hoje parece mais distante do que nunca.

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