Após encontro com Netanyahu, Obama diz que apoia a criação de um Estado palestino

WASHINGTON - O presidente norte-americano, Barack Obama, disse nesta segunda-feira que os Estados Unidos estão comprometidos com a criação de um Estado palestino como solução para o conflito no Oriente Médio.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Netanyahu e Obama conversam na Casa Branca

Netanyahu e Obama conversam na Casa Branca

A declaração foi feita após encontro na Casa Branca com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Netanyahu disse a repórteres que os palestinos deveriam se autogovernar mas não mencionou a criação de um Estado independente.

"Disse antes e repito aqui que é do interesse, acredito, não somente dos palestinos, mas também dos israelenses, dos EUA e da comunidade internacional encontrar uma solução com dois Estados, na qual israelenses e palestinos viverão na paz e em segurança", disse Obama.

Netanyahu disse que compartilha do desejo de Obama de avançar no processo de paz e quer começar as negociações com palestinos "imediatamente". "Quero dizer claramente que não queremos governar os palestinos", disse.

Ele não falou explicitamente do Estado palestino, e apresentou condições. Se a segurança de Israel for garantida e os palestinos reconhecerem Israel como um Estado judeu, "acredito que possamos vislumbrar um acerto no qual palestinos e israelenses viveriam lado a lado na dignidade, segurança e paz".

O encontro acontece em um momento importante para Netanyahu. Um mês e meio depois da troca de governo em Israel, pesquisas indicam que somente 25% dos israelenses consideram sua administração melhor do que a de seu antecessor, Ehud Olmert, que no fim de sua gestão foi visto como o primeiro-ministro mais impopular da história de Israel.

Para um terço da população, Olmert foi "melhor" e para outros 33%, "os dois são a mesma coisa".

Impostos

O desempenho do novo premiê de Israel na questão do novo orçamento do governo foi muito criticado, depois que Netanyahu mudou diversas vezes de posição e cedeu às pressões de seus parceiros da coalizão governamental.

Netanyahu, que durante a campanha eleitoral havia prometido diminuir impostos, acabou fazendo o contrário. Ele foi particularmente criticado por impor taxas sobre e frutas e verduras, atingindo principalmente os setores mais pobres da população.

O premiê, que também havia dito que não iria ampliar os limites do orçamento, acabou expandindo-o em 3%, levando a imprensa a chamá-lo de "suscetível" e "sem coluna vertebral".

*(Com informações de AFP e Reuters)

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