Após eleições, EUA aliviam sanções contra Mianmar

Secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse ainda que Washington nomeará embaixador para país do sudeste asiático

iG São Paulo |

AP
Hillary: EUA querem dar fim a relações militares entre Mianmar e Coreia do Norte
O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira que em breve nomeará um embaixador para Mianmar e também flexibilizará algumas restrições financeiras e de viagem contra o país do sudeste asiático que era governado por militares e realizou eleições históricas nas quais a oposição ascendeu ao Parlamento.

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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, falou sobre os passos que começaram a ser tomados pelo Departamento de Estado, classificando a eleição de domingo como uma “demonstração dramática de vontade popular que traz uma nova geracao de reformistas para o governo” que merece reconhecimento.

“Esse é um importante passo na transformação do país”, disse ao parabenizar a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi , vitoriosa na eleição parlamentar de domingo. “Ao mesmo tempo que há muito a ser feito e testes importantes provas vêm adiante, aplaudimos o presidente e seus colegas por sua liderança e coragem e congratulamos Daw Aung San Suu Kyi sobre sua eleição ao Parlamento”.

As mudanças representam um marco nas relações entre ambos os países. O embaixador americano para Mianmar que ainda será nomeado será o primeiro diplomata americano em Mianmar desde 1988, quando as relações começaram a ter problemas.

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Segundo Hillary, Washington também aliviará restrições a exportação de serviços financeiros e permitirá que autoridades brimanesas visitem os EUA. Também está nos planos abrir um escritório da Agência Internacional dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês) em Mianmar.

Pressão

A secretária de Estado disse, no entanto, que sanções contra pessoas e instituições em Mianmar que tentam impedir o progresso democrático continuarão em vigor. Ela garantiu que os EUA continuarão pressionando para maior reforma no país, incluindo um corte das relações militares entre Mianmar e a Coreia do Norte, assim como a libertação de mais prisioneiros políticos e o fim de conflito com minorias étnicas.

O país asiático esteve governado sob junta militar por 50 anos e sujeito por décadas a duras sanções impostas pelos EUA que proibiam muitos americanos de realizar quaisquer transações com Mianmar.

*Com AP

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