Após derrota nas legislativas, esquerda italiana também corre risco em Roma

A esquerda italiana, derrotada por Berlusconi nas recentes eleições legislativas, está também em posição difícil nas municipais de Roma, onde irá disputar o segundo turno, diferente do comício anterior, quando o líder Walter Veltroni venceu com grande vantagem.

AFP |

O ministro a Cultura do atual governo, Francesco Rutelli, que foi prefeito de 1993 a 2001 e um dos fundadores Partido Democrático (PD) de Veltroni, obteve 45,8% dos votos na capital.

O seu principal rival, do Povo das Liberdades (PdL, direita) de Silvio Berlusconi obteve 40,7%.

"Há um mês parecia impossível questionar a liderança da esquerda na capital, no poder há quinze anos", comentava nesta quarta-feira o jornal Il Corriere della Serra.

Para o grande vencedor das legislativas italianas e magnata das comunicações, que estava convencido de que "roubar" a prefeitura de Roma era uma "ação impossível", os resultados das eleições municipais confirmam sua notável popularidade.

"Representamos a maioria do país e os cidadãos sabem que os candidatos de esquerda são sempre os mesmos", declarou Berlusconi.

A batalha pela prefeitura romana foi antecipada já que Veltroni teve que renunciar para se candidatar às eleições para primeiro-ministro, perdendo para Berlusconi.

Para muitos observadores, Rutelli está pagando o desgaste e a impopularidade do governo de centro-esquerda liderado por Romano Prodi.

O segundo turno em Roma será realizado dias 27 e 28 de abril.

bur-kv/fb

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