Após deixar mortos no Haiti, Tomas chega à República Dominicana

Tormenta deixou 6 mortos no Haiti e se transformou em tempestade tropical; mais de 12 mil dominicanos deixaram suas casas

iG São Paulo |

Após deixar pelo menos seis mortos no Haiti, o furacão Tomas perdeu força e transformou-se em tempestade tropical neste sábado. No país cuja área da capital foi seriamente destruída por um terremoto no início deste ano, atingiu na sexta-feira os acampamentos onde estão instalados os sobreviventes e as cidades costeiras, provocando tempestades e deslizamentos de terra.

AP
Homem carrega criança enquanto atravessa rua inundada em Leogane, no Haiti, pela passagem do Furacão Tomas
"Teremos mais vítimas por causa das inundações e dos deslizamentos de terra", advertiu Philippe Joseph, funcionário da Defesa Civil, destacando que as localidades mais afetadas estão sem acesso.

O presidente René Preval pediu à população que não baixe a guarda: "As fortes chuvas e rajadas de vento do furacão Tomas, que já provocaram perigosos deslizamentos de terra e fortes inundações, poderão agravar a epidemia de cólera". O surto da doença já deixou cerca de 500 mortos, segundo autoridades citadas pela agência France Presse.

O centro da tempestade passou sobre as ilhas de Turks e Caicos e a velocidade máxima dos ventos caiu para 110 km por hora, segundo o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos. Na República Dominicana, a tempestade levou ao deslocamento de mais de 12 mil pessoas e deixou incomunicáveis 39 localidades no país.

As autoridades haitianas, ainda combatendo a devastação no território desde o terremoto de janeiro e uma epidemia mortal de cólera, acreditam que a pior fase com o furacão Tomas já passou, mas os meteorologistas alertaram que mais chuvas podem atingir partes do Haiti, a República Dominicana, Bahamas, Porto Rico e as ilhas de Turks e Caicos.

Na semana passada, o Tomas deixou 14 mortos em sua passagem pela ilha caribenha de Santa Lúcia. Em Cuba, a 100 km de distância do Haiti, o furacão causou problemas em Guantánamo, Granma e Santiago de Cuba.

*Com Reuters, AFP e EFE

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