Após deixar 4 milhões sem luz no Texas, furacão Ike cai para categoria 1

TEXAS - O furacão Ike alcançou neste sábado as costas do Estado americano do Texas, acompanhado por ondas gigantescas e ventos de extrema violência. Pelo menos três pessoas morreram e cerca de 4 milhões ficaram sem luz no Estado. O furacão, no entanto, já perdeu forças e caiu para a categoria 1 em uma escala que vai até 5, segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC).

Redação com agências |

Conforme informações da rede "CNN" , o furacão está relacionado à morte de uma criança, que foi atingida pelo galho de uma árvore; um banhista, que se afogou no mar em Corpus Christi; e um idoso, que morreu enquanto era retirado de casa no condado de Brazoria.

Ike, um furacão do tamanho do próprio estado do Texas, chegou na manhã deste sábado com ventos de 175 km/h e seguia em direção ao sul de Houston, a quarta maior cidade dos Estados Unidos, com 2,2 milhões de habitantes e centro petrolífero por excelência, situada a 70 quilômetros da estação balneária de Galveston.

Porém, de acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC), às 13h (10h de Brasília) o furacão estava 30 km ao sul de Huntsville (Texas) com ventos de 145 km/h. O Ike perdeu forças e caiu para a categoria 1 na escala Saffir-Simpson, que vai até 5, mas deve continuar sendo um furacão à tarde.

AP
Foto de satélite mostra força do furacão
O Ike causou muitos prejuízos em edifícios importantes no centro de Houston. A cidade registrou cenas de árvores derrubadas e pedaços de telhas nas ruas. Só no Texas, as perdas econômicas totais causadas pelo "Ike" podem passar dos US$ 100 bilhões, segundo o vice-governador do estado, David Dewhurst.

O secretário de Segurança Interna, Michael Chertoff, descreveu a chegada do Ike como "potencialmente catastrófica". "Esta é uma tempestade monstruosa em termos de potencial de inundação", disse.

Os ventos ainda atingem região, que chegou a registrar ondas gigantescas de até cinco metros de altura nesta manhã, que ultrapassaram o dique de proteção da ilha e atigiram a faixa de areia, além das infra-estruturas turísticas da costa.

A prefeita de Galveston, Lyda Ann Thomas, ordenou um toque de recolher durante a madrugada até segunda-feira. Porém, apesar das advertências, apenas 38 mil habitantes de Galveston abandonaram a região, segundo a prefeitura. As autoridades criaram um abrigo de emergência em uma escola, capaz de abrigar 2.200 pessoas.

O governador do Texas, Rick Perry, que também chamou o furacão de "monstro", fez um apelo aos últimos habitantes que permanecem em áreas sob ameaça para que viajem a áreas mais seguras.

Reuters
Diversas casas ficam alagadas em Galveston, no Texas

*Com informações das agências AFP e EFE

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