Moscou, 16 jul (EFE).- O magnata petroleiro Mikhail Khodorkovski, condenado a oito anos de prisão por diversos crimes fiscais, pediu hoje liberdade condicional após cumprir mais da metade de sua sentença em uma prisão siberiana.

"Não havia nenhuma necessidade de me prenderem em um primeiro momento, da mesma forma que não há agora", assinala Khodorkovski em comunicado lido por seu advogado em coletiva de imprensa, segundo a agência russa "Interfax".

Khodorkovski, fundador da companhia petrolífera Yukos e antigo homem mais rico da Rússia, aponta que sua recusa em reconhecer a "justiça" da sentença condenatória contra ele não supõe uma "base legal" para rejeitar sua libertação condicional.

"Cumpri mais da metade da minha pena (...) fiz todo o possível para saldar voluntariamente as falta de pagamentos de impostos e cumpri escrupulosamente o regulamento interno", ressalta.

A imprensa russa sugeriu a possibilidade de que, com a chegada de Dmitri Medvedev ao Kremlin, Khodorkovski poderia ser anistiado, algo impensável nos tempos de Vladimir Putin.

No mês passado, a Justiça russa apresentou novas acusações contra o magnata que poderiam acarretar para Khodorkovski em uma condenação de até 20 anos de prisão.

Khodorkovski se declara inocente de todas as acusações e sustenta que a campanha judicial contra ele foi orquestrada para tirá-lo da Yukos, a então empresa privada mais próspera do país e agora repartida entre companhias estatais. EFE io/rr

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