Após críticas de Sarkozy, juízes franceses fazem 'greve branca'

Crise começou depois de presidente criticar falta de monitoramento de suspeito de matar jovem de 18 anos

Reuters |

Juízes da França começaram a cancelar todas as atividades não-essenciais na segunda-feira, em protesto contra as críticas do presidente Nicolas Sarkozy a respeito da atuação do Judiciário em um rumoroso caso de homicídio.

A greve levou o primeiro-ministro François Fillon a convocar uma entrevista coletiva para denunciar a reação "excessiva" de centenas de juízes, oficiais de justiça e outros funcionários.

A crise começou por causa do desaparecimento de uma moça de 18 anos, de quem apenas fragmentos do corpo foram encontrados. Um suspeito nesse caso, já condenado por 15 crimes, havia sido solto em fevereiro de 2010, após cumprir pena de 11 anos. Sarkozy criticou na semana passada o fato de esse suspeito não ter sido monitorado após deixar a prisão. "Quem acobertou ou permitiu que esse erro acontecesse será punido, essa é a regra", disse ele.

Greves do Judiciário são proibidas, mas a "operação padrão" iniciada na segunda-feira pode fazer os tribunais pararem em poucos dias se o protesto se espalhar por todo o país. Os organizadores pretendem manter o movimento pelo menos até quinta-feira, quando haverá uma manifestação em Nantes, o oeste da França, onde vivia a vítima do crime, Laetitia Perrais.

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