Após cinco dias de caos aéreo, primeiro voo pousa em Londres

Um voo da empresa British Airways pousou nesta terça-feira no aeroporto de Heathrow, em Londres, após cinco dias de caos aéreo provocado pelas cinzas do vulcão islandês. O voo, que partiu de Vancouver, foi o primeiro a pousar na cidade depois da reabertura do espaço aéreo britânico.

iG São Paulo |

AP
Passageiros sorriem ao desembarcar em Londres

Passageiros sorriem ao desembarcar em Londres

Lord Adonis, secretário de Transportes do Reino Unido, afirmou na tarde desta terça-feira a reabertura do espaço aéreo. Segundo ele, algumas restrições ainda continuarão em vigor, mas elas serão "bem menores" que as atuais.

O tráfego aéreo britânico foi um dos mais prejudicados pela nuvem de cinzas expelidas por um vulcão que entrou em erupção na Islândia na semana passada.

Autoridades de aviação impuseram restrições aos voos temendo que as cinzas - uma mistura de partículas de vidro, areia e rocha - contidas na nuvem entrassem nos motores e entupissem as turbinas, causando sérios danos aos aviões.

Adonis fez o anúncio após uma reunião com representantes da Autoridade da Aviação Civil sobre os riscos. "A maior barreira para voltar com os voos era entender os níveis de tolerância das aeronaves em relação às cinzas", disse um oficial da organização. "Agora há um consenso de que a tolerância aumentou nas áreas de baixa densidade de cinzas".


Passageiro observa aviões impossibilitados de voar em Zurique, na Suíça / AFP

Também nesta terça-feira, pilotos europeus alertaram governos e agências de segurança sobre o perigo de se tomar decisões precipitadas sobre a abertura do espaço aéreo.

Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Mark Chalk, presidente da Associação de Pilotos Europeus, que representa 40 mil profissionais da Europa, disse temer que a decisão seja tomada sob "enorme pressão humana, política e comercial".

"Não há uma resposta definitiva sobre se é seguro ou não (voar)", disse Chalk ao "Guardian". "Não temos grande parte do conhecimento que precisaríamos para certificar a segurança dos voos em níveis baixos de cinza vulcânica".

No domingo, dois órgãos que representam a maioria das companhias e aeroportos europeus - ACI Europe e AEA - pediram a revisão imediata das restrições impostas .

Algumas companhias aéreas que realizaram voos de teste disseram que, aparentemente, não foram causados danos aos aviões que voaram pela nuvem. As empresas aéreas estimam estar perdendo cerca de US$ 200 milhões (R$ 350 milhões) por dia com as restrições.

Segundo a Eurocontrol, 75% do espaço aéreo de todo o continente europeu está livre de restrições. Os países e regiões em que o espaço aéreo está liberado são Portugal, Espanha, Bélgica, Bulgária, República Tcheca, Hungria, Itália, o sul da França, Grécia, Grã-Bretanha, Holanda, Noruega, Polônia, Romênia, o norte da Suécia, Suíça, Turquia e Ucrânia.

Voos já partiram de Paris, Amsterdã, Frankfurt e Londres, mas os espaços aéreos de Alemanha e Irlanda continuam com restrições.

Com EFE e BBC Brasil


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