Após caso Eluana, políticos tentam aprovar lei sobre testamento vital

Roma - Todos os políticos italianos concordaram nesta terça-feira com a necessidade de aprovar rapidamente uma lei sobre o testamento vital que evite novos casos como o de Eluana Englaro, a mulher de 38 anos em estado vegetativo que morreu depois de ter tido sua alimentação e hidratação assistida suspensas.

Redação com EFE |

Eluana faleceu na segunda-feira à noite em uma clínica de Udine, nordeste da Itália, após quatro dias sem receber alimentação e hidratação. Uma sentença do Supremo Tribunal tinha autorizado a família a adotar o procedimento.

A paciente morreu enquanto o Senado examinava o polêmico projeto de lei que o governo tinha apresentado com urgência para evitar sua morte, mas que, devido ao falecimento, foi retirado.

No lugar da proposta, o Senado italiano aprovou, com 164 votos a favor, 100 contra e uma abstenção, uma moção não vinculativa apresentada pelo partido governamental, Povo da Liberdade, para que o Executivo se comprometa a incluir em uma lei a garantia à hidratação e alimentação a todos os pacientes.

A prioridade para a política italiana se transformou agora na aprovação de uma norma sobre o testamento vital, e, nesta terça, os senadores se comprometeram a levar ao parlamento um projeto de lei em duas semanas.

O texto prevê que não se possa privar de alimentação e hidratação qualquer pessoa e proíbe "qualquer forma de terapia que submeta o paciente a tratamentos inúteis, desproporcionais ou arriscados".

Além disso, regula como tem que ser o testamento vital, que, segundo o documento, precisará ser assinado por um médico, depositado perante um notário e será válido durante três anos.

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