Após cancelar viagem por lesão, Chávez pode vir em junho ao Brasil

Reunião, no entanto, aconteceu entre chanceleres dos dois países, que conversaram sobre agenda bilateral e regional

EFE |

A visita que o presidente venezuelano, Hugo Chávez, realizaria nesta terça-feira a Brasília, cancelada por uma lesão no joelho, pode ocorrer em junho, informou os chanceleres dos dois países. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou com o colega brasileiro, Antonio Patriota, que "a visita suspensa por razões de força maior" será "reprogramada" e acredita que Chávez venha em junho ao Brasil.

BBC Brasil
Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota
Para Maduro, a intenção é de que o líder vizinho visite a presidenta Dilma Rousseff em Brasília antes de a governante brasileira ir a Caracas participar das comemorações do Bicentenário da Independência da Venezuela e da Cúpula América Latina e o Caribe (CALC), previstos para os dias 5 e 6 de julho. Maduro disse que, na qual conversa por telefone que Chávez e Dilma tiveram na segunda-feira à noite, após a confirmação da lesão no joelho do presidente venezuelano, "falaram sobre reforçar ainda mais a "estreita cooperação" que existe entre os dois Governos em diversas áreas.

Sobre a reunião com Patriota, destacou especialmente o apoio que o Brasil ofereceu à "Gran Misión Vivenda", um programa para construção de 2 milhões de casas na Venezuela que neste domingo foi iniciado pelo governo de Chávez. Patriota ratificou o apoio e declarou que o Brasil está disposto a fornecer a experiência que adquiriu com o programa "Minha Casa, Minha Vida", desenvolvido há dois anos nos moldes similares ao anunciado na Venezuela.

Para os chanceleres, durante o encontro desta terça-feira foram analisados diversos aspectos da agenda bilateral e regional, entre os quais citaram as diversas iniciativas de integração que existem na América do Sul. Nesse sentido, Patriota avaliou o "entendimento" entre Venezuela e Colômbia que permitiu a designação da colombiana María Emma Mejía como secretária-geral da União de Nações Sul-americanas (Unasul).

Mejía assumiu formalmente o cargo nesta segunda-feira e dentro de um ano será substituída pelo ministro de Eletricidade venezuelano, Alí Rodríguez. "Sabemos que Mejía já trabalha de forma coordenada com Rodríguez e que há quase uma co-presidência, o qual é muito positivo para o futuro da Unasul", declarou Patriota.

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