Bruxelas, 17 set (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, mostrou hoje seu desejo de que os soldados italianos enviados ao Afeganistão possam voltar em breve para casa, mas descartou que isso aconteça de forma precipitada e unilateral.

Em declarações à imprensa ao chegar à cúpula extraordinária da União Europeia (UE), o chefe de Governo lamentou a morte hoje de seis soldados italianos em um atentado terrorista em Cabul.

No atentado, ocorrido diante das dependências da Polícia perto da embaixada dos Estados Unidos na capital afegã, também ficaram feridos com gravidade outros quatro soldados.

"Todos estamos convencidos de que o melhor é sair em breve", comentou Berlusconi, que disse ter falado do assunto com o presidente americano, Barack Obama, durante uma reunião internacional em L'Aquila.

"Estamos preparando um plano que poderá ser aplicado assim que melhore o treinamento das forças de segurança afegãs", comentou o primeiro-ministro.

Perguntado sobre quando a retirada poderia acontecer, assegurou não ter nenhuma ideia em mente, mas explicou que continuará trabalhando em busca de uma "forte redução".

"É um problema internacional, não é algo que um país possa assumir sozinho, rompendo acordos e a confiança dos demais", disse.

EFE jms/rr

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