Após ataques a brasileiros, Itamaraty confirma envio de avião da FAB ao Suriname

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou na noite deste sábado que irá enviar um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para a capital do Suriname, Paramaribo, para ajudar brasileiros que foram vítimas de ataque violento por parte de uma comunidade quilombola em Albina, cidade ao norte do país.

iG São Paulo |


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O confronto teria sido parte de uma vingança pela morte de um morador supostamente assassinado por um brasileiro. Segundo afirmou Padre José Vergílio, missionário que dirige a Rádio Katolica do Suriname, sete pessoas teriam morrido. 

O religioso também descreveu à Globo News que 91 brasileiros e cerca de 30 chineses e peruanos foram atendidos com ferimentos graves (cortes e fraturas) e haveria desaparecidos -- o governo brasileiro confirma apenas 14 feridos. A agência de notícias Caribbean Media Corporation relata que a comunidade local usou machados e facões na ação.

Segundo o ministro surinamês da Justiça e da Polícia, Chandrikapersad Santokhi, durante o tumulto entre 100 e 500 pessoas saquearam um shopping center e outras lojas, além de tomarem o cofre de um vendedor de ouro. "Não há justificativa para o que aconteceu", disse o ministro, acrescentando que vários suspeitos já foram presos.

Autoridades de segurança informaram que há relatos de que pelo menos 20 mulheres brasileiras, incluindo uma mulher grávida, teriam sido estupradas durante o incidente. Esta mulher teria perdido o bebê, segundo o embaixador brasileiro no Suriname, José Luiz Machado e Costa, em entrevista à rádio CBN.

Membros do Exército e da Polícia foram mobilizados para conter os ataques e saques, pacificando a região. O embaixador brasileiro está em contato com o governo do Suriname sobre o caso.

Albina, uma cidade com cerca de 5 mil moradores, é o principal ponto de cruzamento para a Guiana Francesa. A região abriga minas de ouro e atrai muitos trabalhadores ilegais do Brasil.

Existem tensões em Albina entre exploradores de ouro brasileiros e surinameses, incluindo ameríndios, que enfrentam uma alta taxa de desemprego. Ex-colônia holandesa que conquistou a independência em 1975, o Suriname tem uma população de cerca de 500 mil pessoas.

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