Após ataque, seleção do Togo é suspensa da Copa Africana

A Confederação Africana de Futebol (CAF) anunciou, neste sábado, que a seleção do Togo está suspensa das duas próximas edições da Copa Africana de Nações, em Angola, e será multada por se retirar do campeonato deste ano. A governo togolês ordenou o time a abandonar o campeonato depois de um ataque, no dia 8 de janeiro, contra o ônibus dos jogadores em Cabinda, na Angola, a caminho do evento esportivo.

BBC Brasil |

O ônibus foi atingido por tiros de metralhadoras durante 30 minutos, deixando três mortos - dois membros da delegação e o motorista.

Uma facção do grupo rebelde Frente de Libertação do Enclave de Cabinda (Flec) assumiu a responsabilidade pelo atentado.

O executivo do comitê da CAF Suketu Patel disse à BBC que a decisão de banir o Togo dos próximos campeonatos foi tomada porque o governo togolês desrespeitou a federação de futebol e ordenou o retorno do time após o ataque, mesmo contra a vontade dos jogadores, que haviam expressado o desejo de participar da Copa.

A Confederação ainda multou a seleção em US$ 50 mil.

A Fifa, o órgão máximo do futebol, não quis comentar a suspensão.

Interfer ência
Segundo a CAF, a decisão de retirar o time do campeonato representa interferência do governo no esporte.

"Os jogadores expressaram publicamente o desejo e a disposição de retornar à Copa Africana de Nações para competir. Mas o governo do Togo decidiu chamar o time nacional de volta para casa", diz uma nota divulgada pela Confederação.

"A decisão de autoridades políticas transgride as regras da CAF e da Copa Africana de Nações", diz o texto.

Os "Hawks", como é conhecida a seleção togolesa, abandonou o campeonato no dia 10 de janeiro - data do início do evento esportivo em Angola.

Um correspondente da BBC para assuntos esportivos disse que as regras justificam a retirada de uma seleção em circunstâncias especiais, mas aparentemente as autoridades ignoraram a oportunidade de aplicar essa norma.

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