Após ataque, Iraque deseja cooperar com Síria em segurança

Bagdá, 30 out (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores iraquiano, Hoshiyar Zebari, reiterou a necessidade de reforçar a coordenação em matéria de segurança entre seu país e a Síria, informou hoje um comunicado de seu Ministério.

EFE |

Segundo a nota, Zebari expressou esta postura em uma conversa telefônica que manteve ontem à noite com seu colega sírio, Walid al Moualem, após o ataque americano de domingo contra um povoado sírio, próximo à fronteira com o Iraque, no qual morreram oito civis, segundo Damasco.

O ministro iraquiano insistiu na importância de controlar a fronteira entre os dois países.

Zebari confirmou, além disso, a postura do Governo iraquiano que deseja "controlar a situação e evitar o exagero político e informativo que possa estragar os interesses dos dois países".

A nota acrescentou que o Executivo de Bagdá "deseja continuar o diálogo e as negociações entre Iraque e Síria para resolver todos os assuntos pendentes com o objetivo de manter as boas relações bilaterais".

A Síria denunciou no domingo que quatro helicópteros americanos provenientes do Iraque violaram seu espaço aéreo na região de Abu Kamal, a oito quilômetros da fronteira iraquiana, e atacaram um edifico civil em construção, matando oito civis.

Até agora, as autoridades americanas não confirmaram nem negaram o incidente.

A Síria criticou a postura do Executivo iraquiano que em um princípio tentou justificar a ação americana pelo pouco controle que, na sua opinião, têm as autoridades de Damasco sobre a fronteira entre os dois países - o que facilitaria a ação de terroristas.

Além disso, as autoridades de Damasco suspenderam indefinidamente a próxima reunião da comissão bilateral entre Síria e Iraque, que se realizaria em 12 e 13 de novembro.

Por sua parte, Bagdá mostrou sua rejeição a que a Força Aérea americana use seu território para lançar ataques contra a Síria e expressou sua vontade de que se inclua uma cláusula no acordo de segurança que negocia com os EUA que proíba suas forças de lançar ataques do Iraque. EFE am/em

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