Após ataque em universidade, Paquistão ordena fechamento de instituições de ensino

O governo do Paquistão ordenou o fechamento de escolas e universidades em todo o país nesta quarta-feira, um dia após um ataque contra a Universidade Islâmica Internacional na capital, Islamabad. A intenção do governo é prevenir que as instituições de ensino sejam alvos de novos ataques de militantes no país.

BBC Brasil |

Pelo menos quatro pessoas morreram no ataque contra a Universidade na terça-feira, elevando o total de mortos em ataques de militantes para 180 somente neste mês.

O Talebã assumiu a autoria do ataque e anunciou que haverá mais violência no país até que o Exército do Paquistão encerre a ofensiva contra os militantes na região tribal do Waziristão do Sul, considerado um reduto da milícia.

Segundo o correspondente da BBC em Islamabad Mark Dummett, é difícil saber exatamente o que está acontecendo no país por causa das restrições ao acesso de jornalistas.

Mas ele afirma que tanto o Talebã como os militares dizem que a batalha é pelo controle da cidade de Kotkai, onde nasceu o líder do Talebã Hakimullah Mehsud.

Desde o início da ofensiva militar no Waziristão do Sul, a segurança no resto do país foi reforçada. Várias instituições de ensino foram fechadas esta semana para evitar episódios de violência.

Ofensiva

O Exército estabeleceu cinco bases temporárias na região montanhosa na região do Waziristão do Sul para tentar isolar o principal reduto do Talebã.

Os militantes do Talebã estão usando artilharia pesada contra o Exército. Um porta-voz do grupo afirma que dezenas de soldados morreram e que nenhum militante foi morto, mas a informação não pode ser confirmada por fontes independentes.

As regiões montanhosas do Waziristão do Sul e do Norte são consideradas um reduto de insurgentes talebãs, que vem atacando tanto cidades do Paquistão como do Afeganistão. O Waziristão do Sul é considerado a mais importante base de militantes islâmicos fora do Afeganistão.

O Exército do Paquistão está lutando contra redutos talebãs na região desde junho, quando o governador da província paquistanesa da Fronteira Noroeste anunciou uma ofensiva no Waziristão do Sul. O governo paquistanês vem sendo pressionado pelos Estados Unidos para combater os militantes.

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