Após ataque de foguete, Israel volta a limitar acesso à Esplanada das Mesquitas

A polícia israelense entrou novamente em estado de alerta e proibiu o acesso na sexta-feira à Esplanada das Mesquitas, na parte antiga de Jerusalém, aos muçulmanos com menos de 50 anos, informou nesta quinta-feira um porta-voz policial.

AFP |

As autoridades temem manifestações violentas dos palestinos por ocasião das orações de sexta-feira, após os recentes enfrentamentos na Cidade Velha e nos bairros árabes de Jerusalém.

Segundo o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, só as mulheres e os fiéis com mais de 50 anos poderão rezar na sexta-feira na esplanada.

Aplicada nos últimos dias, essa restrição foi suspensa na quarta-feira, depois dos confrontos entre palestinos e forças de ordem israelenses, que deixaram centenas de feridos. Sessenta manifestantes foram detidos . Novos confrontos aconteceram nesta quinta-feira no campo de refugiados de Qalandia, na Cisjordânia.

AFP
Jovem palestino atira pedras contra soldados israelenses em Qalandia

Jovem palestino atira pedras contra soldados israelenses em Qalandia

A decisão de limitar novamente o acesso à região ocorre no mesmo dia em que o lançamento de um Qassam causou a morte de um trabalhador rural tailandês  ao atingir o kibutz (comunidade agrícola) de Netiv Ha'assera, no sul de Israel, na primeira fatalidade provocada por um foguete palestino desde o fim da ofensiva israelense contra Gaza, em janeiro de 2009.

As tensões político-religiosas aumentaram desde a autorização dada, na semana passada, pelo Ministério do Interior de Israel à construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental , cuja anexação por Israel, em 1967, não é reconhecida pela comunidade internacional.

Jerusalém Oriental é o centro do conflito israelense-palestino. Os palestinos querem estabelecer ali sua futura capital, enquanto os israelenses consideram a cidade toda como sua própria capital "eterna e indivisível".

Nessa parte da cidade estão a Esplanada das Mesquitas e a mesquita de Al-Aqsa, venerada pelos muçulmanos.

Condenação ao lançamento do foguete

Israel pediu nesta quinta-feira às Nações Unidas que condenem os "ataques terroristas realizados" contra seu território a partir da Faixa de Gaza e exerça pressão pela libertação do soldado israelense Gilad Shalit.

Em uma carta dirigida ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que viajará à região em alguns dias, a embaixadora israelense nas Nações Unidas, Gabriela Shalev, acusou o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, de ser o responsável pelos disparos de foguetes que mataram nesta quinta-feira um agricultor tailandês no sul de Israel .

O ataque foi reivindicado por um grupo salafista da Faixa de Gaza, Ansar al Suna, vinculado à rede islâmica Al-Qaeda.

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Corpo de tailândes morto é visto no kibbutz de Netiv Haasara
Corpo de tailândes morto é visto no kibbutz de Netiv Haasara

De Moscou, onde está para participar, na sexta-feira, de uma reunião do Quarteto para o Oriente Médio, Ban condenou, em um comunicado, "um ato de terrorismo totalmente inaceitável e contrário às leis internacionais".

A carta também pede que o secretário-geral expresse "as expectativas da comunidade internacional sobre uma libertação imediata do sargento Shalit".

Shalit, um soldado franco-israelense de 23 anos, foi capturado no dia 25 de junho de 2006 em território israelense próximo à Faixa de Gaza por um comando palestino formado por combatentes do Hamas.

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