Após aprovação de ministros, Irã põe foco em questão nuclear

Por Fredrik Dahl and Reza Derakhshi TEERÃ (Reuters) - O presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad teve a maior parte dos ministros de seu gabinete, incluindo a primeira-dama, aprovados pelo Parlamento nesta quinta-feira. A decisão reforça o Legislativo enquanto o país negocia o programa nuclear no exterior.

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Além da ministra primeira-dama, o Parlamento ratificou um ministro do Petróleo relativamente inexperiente e instalou como ministro da Defesa um homem procurado pela Argentina por um ataque a um centro judeu em 1994.

"Todos que agem contra o Irã enfrentarão o punho de ferro do governo iraniano, nação e forças armadas", afirmou o novo ministro da Defesa, Ahmad Vahidi.

Sua indicação como ministro da Defesa foi condenada pela Argentina, que o acusou de envolvimento na explosão em 1994 de um centro judeu em Buenos Aires, que matou 85 pessoas. Teerã negou repetidas vezes qualquer ligação com o ataque.

"Morte a Israel", cantaram parlamentares depois que Vahidi recebeu o número mais alto de votos a favor de todos os indicados, 227. Os deputados rejeitaram três dos 21 novos membros de gabinete propostos por Ahmadinejad, que enfrentou uma conturbada reeleição em junho.

Mas o resultado sinalizou somente uma limitada derrota para o presidente, que teve quatro de seus indicados derrubados pela assembleia quatro anos atrás.

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