Após alerta da ONU, oposição de Mianmar exige ver líder detida

Bangcoc, 24 mar (EFE).- A oposição de Mianmar (antiga Birmânia) exigiu hoje poder se reunir com sua líder, a Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, depois que um relatório das Nações Unidas denunciou que sua prisão domiciliar é ilegal.

EFE |

Em comunicado, a Liga Nacional pela Democracia (LND) pediu um encontro com sua secretária-geral e com o vice-presidente, Tin Oo, detidos em suas próprias casas desde 2003.

Os dois fazem parte dos mais de 2.100 presos políticos ainda detidos por seus ideais no país, de acordo com números da Anistia Internacional.

A LND enviou há uma semana uma carta com essa reivindicação ao chefe da Junta Militar, general Than Shwe, mas até o momento não recebeu resposta.

O pedido da dissidência é feito horas depois que o grupo de trabalho da ONU sobre detenções arbitrárias divulgou que Mianmar descumpre suas próprias leis ao manter Suu Kyi em prisão domiciliar.

Segundo o organismo mundial, o regime birmanês já superou o prazo máximo de cinco anos de detenção sem acusações estabelecido por sua própria legislação, que data de 1975.

A Onu também questiona que a líder opositora, de 62 anos, siga representando uma ameaça grave para a segurança do Estado, como defendem os militares para justificar a prisão.

Mianmar é uma ditadura militar desde 1962 e não realiza eleições democráticas desde 1990, quando a LND de Suu Kyi varreu nas urnas o partido oficial, um resultado que jamais foi acatado pelos generais.

EFE grc/rr

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