Após Afeganistão, Obama chega ao Iraque

O virtual candidato democrata à Presidência americana, Barack Obama, chegou nesta segunda-feira ao Iraque, na segunda parte de seu giro internacional que inclui países do Oriente Médio e da Europa. Senador pelo Estado de Illinois, Obama está viajando como membro de uma equipe parlamentar americana.

BBC Brasil |



Obama se encontrou com militares norte-americanos em Cabul / AFP

Mas sua viagem já foi chamada de 'giro de estadista' por observadores.

Em Bagdá, a delegação deve se encontrar com o primeiro-ministro, Nouri Maliki, com o comandante das tropas no país, General David Petraeus, e com outros oficiais americanos.

O senador democrata diz que, se eleito, promoverá gradualmente a retirada das tropas americanas do Iraque em 16 meses. Ele viaja com outros dois senadores - Jack Reed e Chuck Hagel - que também são críticos da incursão militar americana no país.

No domingo, o governo iraquiano negou a alegação de que Maliki teria manifestado apoio ao plano de retirada Obama, em entrevista a uma revista alemã. Bagdá afirmou que as declarações do primeiro-ministro haviam sido mal interpretadas.

Em uma declaração conjunta feita na semana passada, Maliki e o presidente americano, George W. Bush, afirmaram que haviam concordado em estabelecer um "horizonte" para retirada das tropas, como parte de um acordo de segurança que ainda está em negociação.

Segundo a Casa Branca, qualquer decisão de retirar as tropas seria baseada em "melhorias nas condições" e não em uma "data arbitrária".

Afeganistão
No domingo, Obama esteve no Afeganistão, onde se encontrou com o presidente, Hamid Karzai. Durante a visita a Cabul, Obama afirmou que o país deveria ser o foco central da "guerra ao terrorismo".

Antes do encontro, Obama havia defendido enviar ao Afeganistão parte das tropas retiradas do Iraque, a fim de reforçar os esforços contra o Talebã e controlar a violência no país.

"Temos que entender que a situação (no Afeganistão) é precária e urgente, e acredito que este deve ser o foco principal, a frente central na batalha contra o terrorismo", disse Obama à rede de TV americana CBS.

Durante seu giro internacional, Barack Obama buscará reforçar suas credenciais em política externa, um dos pontos vulneráveis de sua candidatura.

Uma pesquisa de opinião realizada recentemente pelo jornal Washington Post e a rede ABC apontou que 72% dos americanos acreditam que o virtual candidato republicano, John McCain, conhece suficientemente questões de política externa para se tornar presidente.

Já o índice de confiança dos eleitores em Obama em relação a seu domínio de assuntos internacionais foi de 56%.


Obama conversa com soldados na fila do "bandejão" / AP

A viagem do candidato terá grande repercussão na mídia americana, já que os âncoras das principais televisões do país estão acompanhando a visita. O democrata só esteve uma vez no Iraque, em janeiro de 2006, e nunca havia estado no Afeganistão.

Analistas dizem que a campanha de McCain estará atenta aos possíveis tropeços do rival durante a viagem internacional, e criticará o fato de que as visitas anteriores do republicano ao Iraque e a outros países receberam bem menos atenção.

Durante a corrida presidencial, McCain criticou Obama por ter anunciado uma estratégia para o Oriente Médio antes de visitar a região e por estabelecer uma data para a retirada das tropas do Iraque.

O conselheiro político de McCain, Randy Scheunemann, afirmou que Obama estaria sendo teimoso em "defender uma retirada incondicional, colocando sua política na frente dos conselhos dos nossos comandantes militares, do sucesso de nossas tropas e da segurança do povo americano".

Apesar dos freqüentes ataques no país, o Iraque passa pelo menor índice de violência desde 2004. No entanto, na semana passada, mais de 50 pessoas morreram em um dois ataques suicidas.

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