Após adiamento, sentença de Nobel da Paz deve sair hoje em Mianmar

Bangcoc, 11 ago (EFE).- A líder do movimento opositor birmanês e Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, comparece hoje perante o tribunal especial que, após adiamentos, deve anunciar um veredicto para o julgamento a que foi submetida por quebrar os termos da prisão domiciliar.

EFE |

No caso de os juízes a declararem culpada, a líder da Liga Nacional pela Democracia (LND), única legenda legal da oposição que resiste à intensa pressão do regime militar, pode ser condenada a até cinco anos de reclusão.

Fontes da diplomacia europeia indicaram que é improvável que Suu Kyi, que desde seu retorno a Mianmar (antiga Birmânia) em 1988 já passou quase 14 anos reclusa, seja declarada inocente e apostam em uma pena de três anos.

As autoridades permitiram a presença dos diplomatas na audiência de hoje, realizada em um pavilhão do complexo penitenciário de Insein, nos arredores de Yangun.

Por ocasião da audiência, cerca de dois mil soldados foram enviados ao perímetro da prisão e aos acessos ao bairro de Insein.

Como em dias anteriores, os diários estatais publicaram de novo advertências sobre as drásticas ações que podem ser tomadas pelas autoridades perante qualquer protesto de seguidores da Nobel da Paz.

O veredicto, que em princípio seria ditado em 31 de julho, foi adiado para 11 de agosto pelo tribunal especial com base em que era necessário mais tempo para estudar os argumentos legais relacionados à Constituição de 1974, substituída no ano passado por outra aprovada em plebiscito.

Após quase três meses de um julgamento dominado pelo hermetismo próprio do regime militar, os advogados de Suu Kyi e diplomatas não descartam que o tribunal decida adiar novamente a sentença.

Suu Kyi é acusada de quebrar os termos da prisão domiciliar ao receber duas noites em sua casa John Willian Yettaw, julgado por infringir as normas de segurança cidadã.

Yettaw, de 54 anos e que sofre de diabetes, recebeu alta médica ontem à noite pelos médicos do Hospital Geral de Yangun, onde esteve internado por uma semana. EFE tai/rr

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