Após quatro dias de violência, Israel e palestinos anunciam cessar-fogo

Acordo mediado pelo Egito entra em vigor durante a madrugada; ataques israelenses em Gaza deixaram 25 mortos

iG São Paulo |

Uma trégua mediada pelo Egito entre Israel e grupos militantes da Faixa de Gaza entrou em vigor nesta terça-feira, após quatro dias de violência em que 25 palestinos foram mortos.

De acordo com o Exército de Israel, o número de foguetes disparados pelos palestinos diminuiu drasticamente após a entrada em vigor do cessar-fogo, durante a madrugada. Os militares disseram que apenas três incidentes foram registrados, sem vítimas, e que não houve bombardeios aéreos israelenses contra a Faixa de Gaza.

Leia também: Ataque de Israel mata comandante palestino na Faixa de Gaza

AP
Palestinos choram durante funeral de vítimas de ataques israelenses em Gaza

Uma autoridade do governo egípcio disse à Reuters que ambos os lados "concordaram em suspender as atuais operações", sendo que Israel concordou em "parar os assassinatos" de militantes. Esse funcionário de segurança acrescentou que o objetivo da trégua é "iniciar uma calma abrangente e mútua".

Potências e entidades mundiais - como Organização das Nações Unidas (ONU), Estados Unidos, União Europeia (EU), França e Liga Árabe – fizeram apelos para que ambos os lados cooperassem para o fim da violência.

O ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, afirmou que a rodada de negociações foi “bem-sucedida”."Esperamos que esse cessar-fogo continue, mas não podemos ter certeza, então nossas forças estão prontas para atuar se isso acabar sendo necessário", afirmou, durante visita ao sul de Israel.

Amos Gilad, alto funcionário do Ministério da Defesa, disse que Israel se vê no direito de realizar "ações preventivas" se suspeitar que há militantes preparando novos ataques. Mas Gilad afirmou à Rádio do Exército que "se houver calma da parte deles, haverá calma da nossa parte".

A fala foi parecida com a de Khaled al-Batsh, autoridade da Jihad Islâmica que, junto aos Comitês de Resistência Popular, foi mais ativa na luta."Se Israel estiver comprometido com o acordo, nós também estaremos”, disse.

A violência, iniciada pelo assassinato na sexta-feira de um importante líder militante palestino por Israel, foi a pior desde agosto entre Israel e o território governado pelo Hamas.

O ataque aéreo de sexta-feira matou Zuhair al-Qaissi, comandante do grupo militante por trás do sequestro de Gilad Shalit, um soldado de Israel que foi mantido em cativeiro por mais cinco anos e libertado no ano passado em uma troca por mais de 1 mil detentos palestinos.

Segundo o Exército israelense, o militante preparava "para os próximos dias" um plano de infiltração em Israel similar ao lançado em agosto a partir da Península do Sinai, que deixou oito israelenses mortos e 40 feridos, sugerindo que o ataque aéreo sobre o carro foi necessário para frustrar o plano.

Com AP e Reuters

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