Após 3 dias, Irã libera acesso ao Facebook

Teerã, 26 mai (EFE).- Autoridades iranianas liberaram o acesso ao site de relacionamento Facebook, três dias depois de bloqueá-lo, no momento em que o país debate sobre a liberdade de imprensa, durante a campanha para as eleições presidenciais de 12 de junho.

EFE |

A reabertura acontece depois que o presidente iraniano, o conservador Mahmoud Ahmadinejad, disse à imprensa internacional que desconhecia a medida restritiva e que pediria que a questão fosse investigada.

No mesmo dia, o candidato reformista Mehdi Karroubí tinha condenado a ação e a definido como "mais um ataque" às liberdades no país.

O Facebook foi bloqueado no sábado passado, apenas um dia depois do início da campanha para as eleições presidenciais no Irã.

A medida tinha afetado, principalmente, o candidato independente pró-reformista Mir Hussein Mousavi, principal adversário de Ahmadinejad, que considera a plataforma uma de suas armas para atrair votos, especialmente de jovens e mulheres.

Nas semanas anteriores, os partidários do ex-primeiro-ministro divulgaram ativamente no Facebook a agenda e as propostas do candidato pró-reformista.

Sua página, que inclui um pequeno perfil e um resumo das principais propostas, contava com mais de cinco mil adesões quando o Facebook foi bloqueado.

Os seguidores do ex-presidente Mahommad Khatami, que iniciou uma campanha de apoio a Mousavi no sábado, também foram mobilizados.

A medida foi considerada uma nova batalha na luta para restringir e controlar os meios de comunicação, que começou em semanas anteriores ao início da campanha.

Dias atrás, o Poder Judiciário interrompeu a reedição do diário reformista "Yas-e No", apenas 24 horas depois de o jornal ir para as ruas, após seis anos de proibição.

Além disso, Mousavi e Karroubi denunciaram o tratamento preferencial dado a Ahmadinejad pela televisão estatal, que ofereceu uma ampla cobertura das visitas do chefe de Estado às províncias do país. EFE jm/pd/rr

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