Após 2 anos sob estado de exceção, Bangladesh realiza eleições nesta segunda

Daca, 28 dez (EFE).- Após viver dois anos em estado de exceção, os bengaleses confiam no retorno da democracia com as eleições desta segunda-feira, mas o Exército se mantém alerta para evitar uma nova explosão de violência entre os blocos rivais.

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A disputa das eleições desta segunda será muito acirrada entre o Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP) de Khaleda Zia e a Liga Awami de Sheikh Hasina, duas mulheres que se alternaram no Governo desde 1991.

A grande animosidade entre ambas e seu discurso de acusação durante a campanha, misturado com suspeitas de fraude e compra de votos, fazem crer que a perdedora pode tentar impugnar os resultados e que a violência se apoderará das ruas novamente.

Bangladesh, que proclamou sua independência do Paquistão em 1971, viveu uma boa parte de sua curta história sob ditadura militar, mas os Governos civis de Zia e Hasina não conseguiram fixar a democracia, e apenas mergulharam o país na corrupção e na instabilidade política.

Em discurso de rádio e televisão à nação, o chefe do Governo interino, Fakhruddin Ahmed, aconselhou hoje os cidadãos (a metade deles analfabetos) a votarem com sabedoria e os partidos a aceitarem "com elegância" o veredicto das urnas.

Cerca de 600 mil membros das forças de segurança, 50 mil deles soldados do Exército, foram desdobrados para assegurar uma votação tranqüila. EFE ja/db

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