Apoio a Morales em referendo se aproxima de 68% com apuração quase concluída

La Paz, 14 ago (EFE).- O apoio ao presidente da Bolívia, Evo Morales, no referendo revogatório realizado no domingo se aproxima dos 68%, segundo informações divulgadas hoje pela Corte Nacional Eleitoral em um momento no qual a apuração está quase concluída.

EFE |

Com 2.052.628 votos, o apoio à continuidade de Morales e do vice-presidente boliviano, Álvaro García Linera, está em 67,77%, com 96,11% das urnas apuradas.

Os votos contrários a gestão do presidente computados até agora são 976.303, o que representa 32,23% de rejeição.

O apoio a Morales supera amplamente os 1.544.374 votos (53,7%) com os quais foi eleito para a Presidência da Bolívia em 2005.

Os números oficiais parciais nos departamentos, com percentuais diferentes de apuração, mostram que Morales vence em seis das nove regiões: La Paz (83,22%), Cochabamba (70,9%), Oruro (83%), Potosí (84,64%), Pando (52,5%) e Chuquisaca (53,88%).

Por outro lado, a votação contra o presidente e sua gestão é majoritária em três departamentos: Santa Cruz (60,57%), Beni (56,3%) e Tarija (50,17%).

Com a apuração concluída em Cochabamba, os dados confirmam, com 64,81% dos votos, a revogação do mandato do governador Manfred Reyes Villa, que renunciou ao cargo na terça-feira antes de saber o resultado definitivo.

O governador oposicionista de La Paz, José Luis Paredes, também deve ter o mandato revogado com 64,42% dos votos e quase ao final da apuração, com 99,08% das urnas apuradas.

Os ratificados até agora são os governistas de Potosí, Mario Virreira (78,77%), e Oruro, Alberto Aguilar (50,86%). Neste último caso as pesquisas e as primeiras informações parciais davam o mandato de Aguilar como revogado.

Também continuam em seus cargos os governadores oposicionistas de Santa Cruz, Rubén Costas (67,1%), de Beni, Ernesto Suárez (64,27%), de Tarija, Mario Cossío (58,06%), e de Pando, Leopoldo Fernández (56,21%). A apuração já terminou nestes dois últimos departamentos.

A região de Chuquisaca não realizou o referendo departamental porque sua governadora, Savina Cuéllar, foi eleita em julho após a renúncia de seu antecessor.

O referendo foi convocado inesperadamente em maio pelo Senado, controlado pela aliança conservadora oposicionista Poder Democrático e Social (Podemos), que tinha mantido "congelada" sua tramitação durante vários meses.

A consulta popular foi proposta em dezembro por Morales como saída para a crise política boliviana.

A Assembléia Constituinte do Equador parabenizou hoje Morales por sua vitória no referendo de domingo ao afirmar que "a América Latina está em festa e muito mais orgulhosa da Bolívia".

O presidente da Assembléia Constituinte do Equador, Fernando Cordero, emitiu um comunicado estendendo sua "mais profunda felicitação" a Morales e ao povo boliviano pelo "êxito alcançado no referendo revogatório".

"É uma vitória demonstrada pela base profundamente democrática de um processo emblemático de mudança e transformação", destaca Cordero ao afirmar que tal processo "é admirado e partilhado por países irmãos e ansiosos por melhores dias como o Equador". EFE az/wr/fal

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