Apoio a Merkel despenca, pesquisa mostra maioria centro-esquerda

As taxas de aprovação do governo também registraram forte queda desde a reeleição de Merkel em outubro do ano passado

Reuters |

O apoio à coalizão de centro-direita da chanceler alemã Angela Merkel caiu para o nível mais baixo em 24 anos e a centro-esquerda venceria se a Alemanha realizasse eleições agora, de acordo com duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira.

EFE
Angela Merkel segue pressionada na Alemanha
A União Democrata-Cristã (CDU), de Merkel, e a União Social-Cristã (CSU), "partido-irmão" bávaro da legenda, teria apenas 30% dos em pesquisa da Forsa, enquanto o aliado partido Democrático-Liberal (FDP) não passa da barreira de 5%, necessária para entrar no Parlamento. A Forsa disse que esse é o pior desempenho da centro-direita, desde que começou a fazer pesquisas para a revista Stern, em 1986.

As taxas de aprovação do governo também registraram forte queda desde a reeleição de Merkel em outubro do ano passado, à frente de uma coalizão de conservadores e liberais que teve de deixar de lado promessas de campanha como cortes de impostos e tem travado disputas sobre a realização de reformas. O mandato da chanceler de 56 anos vai até 2013.

Enquanto Merkel parece não ter conseguido capitalizar em cima da recuperação econômica alemã no segundo trimestre, seu outrora aliado na "Grande Coalizão", o Social-Democrata (SPD), tem se recuperado após registrar seu pior resultado eleitoral no pós-guerra no ano passado.

O Forsa mostrou o Social-Democrata e os Verdes bem à frente do governo, com 47 por cento de apoio, o que seria o bastante para lhes dar uma maioria na câmara baixa do Parlamento.

A coalizão governista saiu-se melhor em uma pesquisa realizada pela Allensbach para o Frankfurter Allgemeine Zeitung, com 38 por cento. Mas esse levantamento também apontou maioria para o Social-Democrata, com 47 por cento.

Os dois maiores partidos do país têm cortejado os Verdes. O SPD formou um governo de minoria com eles no Estado mais populoso da Alemanha, a Renânia do Norte Vestefália, enquanto o CDU busca manter a parceria de dois anos com os Verdes em Hamburgo.

Mas o presidente da Forsa, Manfred Guellner, disse à Stern que os dois maiores partidos alemães têm de tomar cuidado para não se identificarem demasiadamente com os Verdes.

"Os conservadores e o SPD correm o risco de perderem sua identidade. Se eles fizerem coalizões com os Verdes, têm de deixar claro quem está no comando", disse.

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