QUITO (Reuters) - O apoio ao presidente do Equador, Rafael Correa, está crescendo antes de um importante referendo, a ser feito em setembro, para aprovar uma nova Constituição. Mas o líder esquerdista ainda tem que se esforçar para conquistar a maioria, segundo uma pesquisa divulgada na quinta-feira. A pesquisa Cedatos-Gallup mostrou que o apoio dos eleitores à Constituição proposta por Correa cresceu 9 pontos desde a última pesquisa, chegando a 41 por cento. Embora seja necessário obter o apoio de 50 por cento para vencer, o aumento é boa notícia pois reverte a tendência de queda vista no começo do ano.

'O aumento está relacionado a uma série de medidas populares empreendidas por Correa nas últimas semanas', disse Carlos Cordova, pesquisador da Cedatos. 'Ainda é cedo para prever o resultado, mas parece que será uma votação apertada.'

Correa, eleito no fim de 2006 prometendo mudar a elite política, aposta seu futuro no referendo de 28 de setembro. A nova Constituição permitiria que ele permanecesse no poder até 2017, além de aumentar seu poder sobre a economia do país, um dos membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).

Recentemente, ele ordenou uma tomada popular de cerca de 200 empresas de propriedade de grupos econômicos ligados à crise econômica de uma década atrás, acontecimento que causou milhões de dólares em perdas para o Estado e para os contribuintes.

Os críticos do ex-professor de economia e aliado do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, dizem que Correa quer obter poderes autocráticos. Mas muitos equatorianos o apóiam por desafiar os partidos políticos acusados de ser responsáveis por anos de instabilidade no país.

A pesquisa Cedatos entrevistou 1.500 pessoas e tem margem de erro de 3,2 pontos. Uma pesquisa anterior divulgada em julho mostrou que 32 por cento dos equatorianos apoiariam suas propostas no referendo.

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