TEGUCIGALPA - Apoiadores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, entraram em confronto com polícias durante uma manifestação nas ruas de Tegucigalpa, capital do país.

AP
Manifestantes pró-Zelaya atiram pedras durante protesto

Manifestantes pró-Zelaya atiram pedras durante protesto

Ao menos 10 mil integrantes da chamada Frente Nacional de Resistência contra o Golpe de Estado saíram da Universidade Pedagógica Nacional, local de concentração de manifestantes vindos das províncias, e seguiram para o centro de Tegucigalpa.

Enquanto isso, dezenas de policiais e militares ocuparam pontos estratégicos no bulevar Centroamérica, onde, na terça-feira, manifestantes queimaram um ônibus e a lanchonete 'Popeyes'.

Devido ao confronto, a polícia tinha advertido que novas manifestações que causassem desordem ou ataques ao comércio seriam reprimidas.

AP
Policial dispara gás lacrimogênio para dispersar protesto

Policial dispara gás lacrimogênio para dispersar protesto

Segundo o líder operário Israel Salinas, o incêndio do ônibus e da lanchonete "foi obra de infiltrados da polícia, algo difícil de evitar em uma mobilização de 30 mil pessoas". "Nós andamos de forma pacífica há 46 dias", destacou outro líder da Frente, Rasel Tomé.

Na terça-feira, o governo interino hondurenho, liderado por Roberto Micheletti, restabeleceu o toque de recolher em Tegucigalpa, decretado após o golpe de Estado, em 28 de junho, mas suspenso desde o dia 31 de julho.

Leia mais sobre Honduras


    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.