Apesar do crescimento, Google e Microsft não conseguem convencer analistas

Paula Gil San Francisco, 17 jul (EFE).- Google e Microsoft divulgaram hoje crescimentos de dois dígitos em seus resultados do segundo trimestre, mas não convenceram os analistas, fazendo suas ações desabarem no after market.

EFE |

Logo após a apresentação dos números, as ações do Google e da Microsoft caíam 8% e 5%, respectivamente, para US$ 488 e US$ 26.

Impulsionado, principalmente, pelo aumento do negócio internacional que compensou o esfriamento da economia americana, o Google obteve entre abril e junho um lucro líquido de US$ 1,250 bilhão, 35% a mais que no ano anterior.

Esta quantidade equivale a um lucro de US$ 3,92 por ação, pouco abaixo do previsto pelos analistas.

Nestes três meses, o volume de negócios cresceu 39% em relação a 2007 até chegar aos US$ 5,370 bilhões.

Já a Microsoft conseguiu neste período, equivalente ao último trimestre de seu ano fiscal, um lucro líquido de US$ 4,3 bilhões, quase 42% a mais que em 2007, e suas receitas aumentaram 18%, para US$ 15,840 bilhões.

A fabricante de software se beneficiou do aumento nas vendas de seu sistema operacional Windows e de seu pacote Office pelo crescimento na distribuição de computadores pessoais em todo o mundo nos últimos meses.

A Microsoft traçou um bom panorama para o atual ano contábil, no qual afirma que os lucros e as receitas crescerão a um ritmo de dois dígitos apesar da complicada situação econômica.

No entanto, os analistas não se esqueceram que as receitas ficarão no atual trimestre entre US$ 14,7 bilhões e US$ 14,9 bilhões segundo as previsões da empresa, consideravelmente abaixo do obtido entre abril e junho.

Os analistas acreditam que a Microsoft sentirá nos próximos meses os efeitos da crise econômica e da alta do petróleo, e acrescentam que as vendas de computadores pessoais tenderão a cair.

Eles advertem ainda que a Microsoft enfrenta o crescente problema da pirataria no setor, especialmente nas economias emergentes.

Na China, por exemplo, oito em cada dez programas de informática em circulação são cópias ilegais.

Em sua nota de imprensa, a Microsoft não se referiu ao tema que a colocou no centro das discussões nos últimos meses e que continuará dando o que falar nas próximas semanas: sua oferta de compra do portal de internet Yahoo!.

No domingo, o Yahoo! recusou uma proposta conjunta da Microsoft e do multimilionário investidor Carl Icahn, proprietário de 4% do portal.

Em carta a seus acionistas, reproduzida hoje pela imprensa americana, o presidente da Yahoo!, Roy Bostock, e seu executivo-chefe, Jerry Yang, qualificaram a atitude da Microsoft de "espantosa" e acusaram a empresa e Icahn de defender "só seus estreitos e especiais interesses".

O final da história continuará aberto, pelo menos, até a reunião geral de acionistas da Yahoo!, no próximo 1º de agosto, na qual Icahn deve tentar substituir a atual direção do grupo. EFE pg/rb/rr

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