plano de paz com a Geórgia, mas na prática as forças russas reforçam suas posições em território georgiano, se posicionando a 40 km de Tbilisi." / plano de paz com a Geórgia, mas na prática as forças russas reforçam suas posições em território georgiano, se posicionando a 40 km de Tbilisi." /

Apesar do cessar-fogo, tropas russas avançam no território georgiano

O presidente russo, Dmitri Medvedev, assinou neste sábado o http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2008/08/16/russia_assina_acordo_de_paz_com_a_georgia_1571301.htmlplano de paz com a Geórgia, mas na prática as forças russas reforçam suas posições em território georgiano, se posicionando a 40 km de Tbilisi.

AFP |

Blindados e tanques russos bloqueiam a entrada principal de Gori, a 60 km da capital georgiana, um nó estratégico entre o leste e o leste da Geórgia, não longe da província separatista da Ossétia do Sul, constatou neste sábado um fotógrafo da AFP.

Inúmeros movimento de tanques e veículos blindados foram vistos por um jornalista da AFP perto de Igoieti, a aproximadamente 30 km de Tbilisi. Estas forças deixaram Gori na sexta-feira, entrando ainda mais no território georgiano.

O presidente Medvedev assinou neste sábado o plano em seis pontos negociado pela França para acabar com os conflitos na Geórgia, anunciou o Kremlin.

O acordo, assinado sexta-feira pelo presidente georgiano, Mikhail Saakachvili, não define a zona na qual as tropas russas seriam autorizadas a patrulhar os confins do território separatista da Ossétia do Sul, indicou à AFP o embaixador da França em Tbilisi, Eric Fournier.

Fournier reagiu desta forma às informações publicadas no jornal russo Kommersant, segundo as quais um perímetro de 10km teria sido fixado por patrulhas russas, dentro de seu dispositivo de segurança.

As condições das forças russas até a adoção de um mecanismo internacional foram discutidas entre Washington, Paris e Moscou, e enviadas sexta-feira a Tbilissi pela secretária americana de Estado, Condoleezza Rice, mas os detalhes do acordo não foram divulgados.

O presidente americano, George W. Bush, afirmou neste sábado em seu rancho de Crawford (Texas) que a aceitação pela Rússia do plano de paz, que deve pôr fim ao conflito com a Geórgia, é uma fonte de esperança.

"Agora a Rússia deve honrar o acordo e retirar suas tropas", continuou.

"A Abkházia e a Ossétia do Sul devem continuar fazendo parte da Geórgia", declarou o presidente americano.

"As duas regiões separatistas, que estão no centro dos conflitos sangrentos entre a Rússia e a Geórgia, fazem parte da Geórgia, e elas vão continuar fazendo", disse, acrescentando "que não há nenhuma discussão possível sobre o assunto".

A Rússia deve no entanto, segundo Tbilisi e Washington, iniciar a retirada de suas tropas que estão na Geórgia.

Mas o chefe da diplomacia russa, Sergueï Lavrov, declarou que o acordo de cessar-fogo assinado por Tbilisi e Moscou não fixa limites de tempo nem de número para o continente de manutenção da paz russo na Geórgia.

"As forças russas ficarão o tempo que for preciso na Geórgia e se retirarão à medida que o contingente de manutenção da paz previsto no acordo for chegando", disse Lavrov.

"Não precisa haver um teto para o contingente de manutenção de paz que ficará na Ossétia do Sul ao final da retirada", acrescentou.

Na prática, na tarde deste sábado, os militares continuam invadindo o território georgiano.

A estrada que liga Tbilisi a Gori, onde as forças russas se posicionaram, foi aberta à circulação, mas alguns soldados russos cruzam trincheiras no encostamento da rodovia perto de Igoieti.

O ministro georgiano do Interior indicou à AFP que testemunhas viram outros movimentos de tropas russas e que estas forças também se posicionaram em Katchuri e Akhalgori, a nordeste de Gori.

"A situação é ainda mais alarmante que ontem", denunciou o porta-voz do ministério Chota Outiachvili, calculando em 1.000 o número total de soldados russos e de milicianos ossetas na região.

Segundo o embaixador da França, Eric Fournier, a situação humanitária é absolutamente dramática em Gori.

Além disso, o famoso parque natural do desfiladeiro de Borjomi estava em chamas neste sábado após um bombardeio da aviação russa, denunciou o ministério georgiano das Relações Exteriores em um comunicado.

"O desfiladeiro de Borjomi está queimando desde um bombardeio incendiário, ontem (sexta-feira), de helicópteros russos na floresta deste parque nacional", indicou a chancelaria georgiana.

A Geórgia pediu ajuda à Turquia para "responder a esta catástrofe natural, mas a aviação russa patrulha a região com helicópteros e se nega a dar direito de navegação à aeronave turca", destacou.

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