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Apesar de derrota, Obama manterá essência de reforma da saúde

Um dos principais assessores do presidente dos Estados Unidos disse que Barack Obama manterá a essência de sua proposta de reforma do sistema de saúde no país, mesmo após a derrota da terça-feira em uma eleição decisiva para o líder democrata.

BBC Brasil |


Os eleitores do Estado de Massachusetts elegeram um senador republicano para a vaga que era ocupada pelo democrata Edward Kennedy, que morreu em agosto do ano passado.

Com isso, os democratas perderam uma vantagem estratégica no Senado. Os republicanos resistem em aprovar a proposta de Obama, considerada uma das suas principais promessas de campanha.

"Teremos que pensar durante este ano, do ponto de vista das táticas, mas, em essência, a missão não pode mudar", disse o conselheiro presidencial David Axelrod.

'Mensagens'

O republicano Scott Brown derrotou a democrata Martha Coakley na disputa pela vaga de Kennedy, que desde 1962 ocupava uma cadeira no senado. Para Axelrod, os eleitores enviaram "mensagens" que foram ouvidas pelo governo.

"Vamos levar em conta o que os eleitores falaram ontem (...). Vamos levar em conta e decidir como continuar. Mas não é uma opção simplesmente nos afastarmos de um problema que vai apenas piorar", disse.


Scott Brown comemora resultado da eleição / AP

O conselheiro de Obama também lembrou que, durante sua campanha, Brown não mencionou o sistema de saúde.

Fim da 'super maioria'

Com esta última derrota dos democratas, Obama perde a "super maioria" de 60 votos que tinha no Senado (de cem cadeiras), o que permitia evitar manobras dos republicanos para obstruir as votações.

Este golpe para a agenda política dos democratas coincide com o primeiro aniversário do governo Obama, comemorado nesta quarta-feira.

De acordo com o correspondente da BBC em Boston Paul Adams, este pode ser um dos grandes abalos políticos dos últimos anos, pois a cadeira perdida pelos democratas era ocupada por quase meio século por Edward Kennedy.

Em seu discurso para celebrar sua eleição, Brown disse em entrevista para o programa Today Show da NBC que não acredita que a votação para esta cadeira do Senado tenha sido um referendo para a aprovação ou não do primeiro ano de governo de Obama.

Para Brown foi um sinal da desilusão dos eleitores com o impasse partidário que está ocorrendo em Washington.

Coakley, em um pronunciamento aos seus simpatizantes após telefonar a Brown para cumprimentá-lo pela vitória, disse ter ficado "de coração partido" com o resultado. Obama havia participado pessoalmente da campanha dela.

Referendo

Segundo os analistas, a eleição poderia ter sido uma vitória fácil para Coakley, em um Estado que tradicionalmente vota em candidatos democratas para o Senado.

Mas uma campanha sem brilho e marcada por gafes permitiu que seu adversário republicano, com o apoio de ativistas conservadores, tomasse a dianteira.

Para os analistas, a eleição em Massachusetts podia ser vista como um referendo sobre o primeiro ano de governo de Obama, num momento em que as pesquisas indicam que quase metade dos americanos consideram que o presidente não está cumprindo suas principais promessas de campanha.

Coakley disse ter recebido um telefonema de Obama, que disse a ela: "Não podemos vencer todas".

Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, o presidente telefonou para Brown para felicitá-lo.

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