México, 7 mai (EFE).- O Governo do México defendeu hoje a volta às aulas ao argumentar que tal medida beneficia mais a população do que mantê-las suspensas, apesar do risco de o foco de gripe suína recuperar sua força.

Apesar do nome, a gripe suína não apresenta risco de infecção por ingestão de carne de porco e derivados.

O secretário (ministro) de Saúde mexicano, José Ángel Córdova, anunciou que, a partir de hoje, voltam às aulas oito milhões de estudantes mexicanos dos ensinos médio e superior, aos quais se somarão 25 milhões no próximo dia 11.

Com o retorno de muitos estudantes à rotina, o trânsito na Cidade do México, a mais populosa das Américas, voltou a ser intenso. O movimento nas ruas do Distrito Federal mexicano tinha diminuído consideravelmente a partir do último dia 23, quando as autoridades suspenderam as aulas.

Em entrevista coletiva concedida junto ao secretário da Educação mexicano, Alonso Lujambio, representantes de sindicatos de professores e associações de pais, Córdova disse que o retorno envolve "um risco de reativação da contingência com a presença de focos isolados ou confirmados".

O ministro considerou que uma vigilância eficaz "permitirá reforçar algumas das medidas já estabelecidas".

Córdova lembrou que, desde o último dia 4, "se observa uma tendência descendente para casos suspeitos e confirmados" da gripe, o que permite dar sinal verde para a volta às aulas.

Lujambio reconheceu que os professores não podem enfrentar sozinhos os riscos da doença e exigiu dos pais que evitem enviar seus filhos às salas de aula se estes apresentarem sintomas da gripe.

A líder do Sindicato Nacional de Trabalhadores da Educação mexicano, Elba Esther Gordillo, reconheceu que os que atuam no setor estão muito preocupados com o retorno às salas de aula.

Gordillo pediu para que a Secretaria de Educação mexicana estabeleça o mais rápido possível "programas de capacitação" para orientar 1,7 milhão de trabalhadores do setor docente sobre o vírus.

O colégio Ciencias y Humanidades Vallejo, filiado à Universidade Nacional Autônoma do México e que tem sete mil estudantes em seu turno da manhã, distribuiu hoje folhetos para explicar aos alunos as medidas de saúde que devem seguir.

A diretora do colégio, Lucía Laura Muñoz, disse à Agência Efe que os professores têm que realizar várias reuniões informativas para lembrar os estudantes sobre as normas de higiene.

No entanto, não há controles de saúde na entrada da instituição e a maioria dos alunos entrou sem máscaras, uma das recomendações das autoridades.

A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal mexicano indicou que 10.990 policiais, três helicópteros, oito ambulâncias e mais de duas mil patrulhas vigiarão o retorno às aulas na capital.

EFE jth-act/bba

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.