Apesar da crise, Japão se compromete em manter energia nuclear

Governo, que havia pedido paralisação de uma usina nuclear, volta atrás e se compromete em manter política

iG São Paulo |

O governo japonês anunciou, neste domingo, que manterá a energia atômica como parte importante da sua política energética, mesmo com a crise em curso no país. Segundo o vice-secretário de gabinete do Japão, Yoshito Sengoku, o governo não tem planos de fechar reatores nucleares da usina de Hamaoka, na região central do Japão. A principal preocupação do governo japonês é que o desligamento de novos reatores nucleares pode contribuir para a escassez de energia no verão.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro do Japão, Naoto Kan, pediu a paralisação da usina de Hamoaka até que os procedimentos de segurança sejam aprimorados. A usina nuclear é localizada em uma região costeira susceptível a terremotos e tsunamis. Ao comentar o pedido, Sengoku afirmou que trata-se de uma exceção e que não significa que o governo vá abandonar a política de energia nuclear.

A energia nuclear fornece mais de um terço da eletricidade do Japão. Desde o 11 de março de catástrofes, os edifícios reduzidos a iluminação, as lojas reduziram as horas de serviço e ar condicionado operadores de metrô foram fechadas para participar de um esforço de conservação a nível nacional.

Protesto

Mais de 10 mil pessoas, segundo estimativa da NHK, se reuniram neste sábado no Japão exigindo uma mudança em sua política de energia nuclear após o terremoto e tsunami que provocaram a pior catástrofe atômica mundial desde Chernobyl, há 20 anos.

Reuters
Mais de 10 mil pessoas protestaram contra a política energética nuclear do Japão
Sob uma garoa, os manifestantes se reuniram em um parque de Shibuya, distrito de Tóquio. Muitos seguravam cartazes com os dizeres: "nuclear é passado" e "queremos mudanças na política energética".

O protesto ocorreu um dia após o primeiro-ministro Naoto Kan pedir a paralisação das operações de uma usina nuclear situada no sudoeste de Tóquio por ela estar próxima a uma falha geológica, temendo um desastre como o que ocorreu na unidade de Fukushima, em março.

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