Apenas 35% dos estudantes afegãos são meninas, diz estudo

ABUL, Afeganistão (AP) - Apenas 35% dos estudantes afegãos são meninas ainda que o número de matrículas tenha aumentado, afirmou um estudo deu um grupo beneficente nesta segunda-feira.

AP |

A falta de professoras, o grande número de escolas apenas para garotos e barreiras culturais são os fatores que mantêm as meninas longe das salas de aula, afirma o grupo Care International.

A educação de meninas no Afeganistão pós-Taleban é mantida como um exemplo de sucesso por autoridades locais e internacionais. Durante o período de domínio do Taleban, que terminou coma invasão liderada pelos EUA em 2001, meninas foram proibidas de frequentar escolas e apenas cerca de 1 milhão de meninos iam às aulas.

Citando informações do Ministério da Educação, o grupo Care disse que 35% das 5.4 milhões de crianças afegãs estão matriculadas em escolas são meninas. Nâo está claro qual porcentagem de frequência de todas as crianças, uma vez que o Afeganistão não realiza um censos há décadas.

Segundo o Care, mais de um terço das 9062 escolas do País são exclusivas para meninos, 28% dos tutores são mulheres, com a maioria trabalhando em áreas urbanas.

"Isso inibe a participação de meninas na educação, uma vez que os pais ficam relutantes em deixar meninas adolescentes serem instruídas por um professor", disse o grupo. "Da mesma forma, os pais hesitam em mandar suas meninas para a escola se ela fica longe de suas casas".

O resultado disso é que "apesar do aumento no número de crianças matriculadas, a porcentagem de mulheres estudante não aumentou", disse.

Jamie Terzi, assistente do diretor regional do Care no Afeganistão, afirmou que ensinos islâmicos podem persuadir os pais a deixar suas filhas frequentarem a escola.

"Uma forma de aumentar a frequência entre as meninas é discutir a importância da educação sob os olhos do Islã para os pais", ela disse.

O grupo Care afirmou que projetos educativos comunitários precisam almejar as meninas e escolas já existentes devem ser abertas a todos os estudantes.

"Medidas simples como debates nos conselhos municipais, com os mullah e pais podem levar a mudanças no nome de uma escola, incluir uma parede ou horários alternativos para meninos e meninas" disse Terzi, notando que eles poderiam frequentar a mesma escola mas ainda receberem educação distinta de acordo com a prática cultural local.

Care, em cooperação com outros grupos, fornece educação comunitária para mais de 45000 crianças - dois terços das quais são meninas - em áreas remotas de 17 províncias onde não há escolas do Ministério da Educação.

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