Aparentemente revitalizado, McCain enfrenta difícil corrida contra o relógio

O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, satisfeito com seu desempenho no último debate com seu adversário democrata Barack Obama, corre contra o relógio para recuperar eleitores para a eleição presidencial de 4 de novembro.

AFP |

McCain não hesitou em elogiar sua atuação durante um comício na quinta-feira em Downingtown (Pensilvânia, leste): "Creio que me saí bem", ressaltou, dando a impressão de ter ganhado terreno antes de iniciar uma maratona de 18 dias que se anuncia muito difícil até a eleição de 4 de novembro.

Mas McCain segue em desvantagem nas pesquisas. Seu rival democrata mantinha cerca de sete pontos de vantagem em nível nacional na quinta-feira, segundo uma média elaborada pelo site independente RealClearPolitics.

De acordo com vários especialistas consultados pela AFP, a tarefa não será fácil para McCain, para quem, segundo eles, a crise econômica foi fatal.

"Além de esperar que um acontecimento externo (por exemplo, um ataque terrorista aos Estados Unidos) possa desviar as atenções dos eleitores dos temas econômicos, a ele não resta mais nada a não ser continuar competindo da forma mais enérgica possível nos estados 'Bush' que agora são os estados-chaves. Tem de ganhar em todos, o que parece um enorme desafio", disse Paul Beck, professor de Ciências Políticas da Universidade do Estado de Ohio.

Segundo Sam Popkin, professor de Ciências Políticas da Universidade da Califórnia, McCain "não parece ter novas idéias e será preciso uma mudança externa - que a OPEP feche as torneiras de petróleo, que exploda a Zona Verde de Bagdá, que (o presidente venezuelano Hugo) Chávez ataque o Canal do Panamá - ou ainda alguma coisa que faça seu plano econômico parecer muito melhor".

"Para que McCain vença, a política externa deve voltar ao centro do cenário. Quanto mais os temas econômicos dominarem, mais confortável Obama vai ficar", resume Darrell West, da Brookings Institution.

Durante os próximos dias, o senador pelo Arizona irá a Flórida, Ohio, Virgínia, Carolina do Norte, Missouri, Nevada e Colorado para tentar inverter a tendência nesses estados, onde são disputadas as chaves da Casa Branca.

Só resta a ele fazer todo o possível para que sua mensagem seja compreendida e ocupe o máximo de espaço. Durante esse tempo, sua companheira de chapa Sarah Palin fará campanha de maneira separada. Depois de New Hampshire na quinta-feira, viajava nesta sexta para Ohio e Indiana.

Mas McCain arrecadou menos dinheiro que Obama, o que o obriga a se concentrar em um número reduzido de estados, ressalta Darrell West.

A urgência é tão maior para o lado republicano que Obama decidiu passar para o ataque nos estados onde os republicanos são tradicionalmente os vencedores, à exceção da Pensilvânia.

emp/dm

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