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Apagão foi acidente causado pelo mau tempo, diz ministro

O ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira que o apagão que atingiu 18 Estados brasileiros e parte do Paraguai na noite de terça-feira foi um acidente causado pelo mau tempo que afetou as linhas de transmissão de energia. Segundo ele, descargas atmosféricas, ventos e chuvas muito fortes na região de Itaberá, em São Paulo causaram um curto-circuito em três circuitos que levam as linhas de transmissão (da usina hidrelétrica de) Itaipu para Itaberá.

BBC Brasil |

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"As linhas foram desligadas para que não houvesse um acidente ainda maior", completou.

Lobão ressaltou também que o sistema de transmissão de energia brasileiro "é bom" e negou que faltem mais investimentos no setor.

"Ele (o sistema) não é frágil, é forte, voltou em minutos em alguns Estados e em questão de poucas horas no Rio e em São Paulo", afirmou.

Mas Lobão reconheceu que as condições meteorológicas podem voltar a causar problemas do tipo.

"O Brasil é um dos países em que mais ocorrem estes fenômenos e aquela região (Itaberá) ainda mais."
"Deus queira que um apagão não volte a acontecer", disse o ministro.

Normalização
O fornecimento de energia elétrica nas regiões afetadas foi normalizado a partir da madrugada desta quarta-feira.

A usina de Itaipu anunciou que voltou a operar em condições de normalidade a partir das 6 horas (horário de Brasília), após "uma pane no sistema elétrico interligado brasileiro".

O problema teve início às 22h13 de terça-feira e provocou a interrupção do fornecimento de energia elétrica em grandes áreas do país.

"Por efeito dominó, inclusive o sistema paraguaio teve o fornecimento de energia interrompido", afirmou a empresa Itaipu Binacional, em um comunicado divulgado na madrugada desta quarta-feira.

De acordo com a Itaipu, imediatamente depois do blecaute, a hidrelétrica "estava com suas máquinas ligadas, girando no vazio, porém, sem possibilidade de transmitir energia, pois as linhas de transmissão que conectam Itaipu ao sistema brasileiro estavam desligadas".

"Em 15 minutos, o sistema paraguaio já estava sendo suprido por Itaipu, o que reforça o fato de que a causa do defeito foi externa à usina", disse a empresa.

De acordo com o diretor-geral de Itaipu, Jorge Samek, a usina é responsável atualmente por 19% da energia do Brasil.

Impacto
Segundo nota técnica do ONS, quatro Estados foram afetados na totalidade: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Outros 14 Estados foram parcialmente atingidos: Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Acre, Rondônia, Bahia, Sergipe, Paraíba, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

Como medida de segurança, o governador de do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que estava em Brasília durante o apagão, disse que entrou em contato com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e pediu para que ele colocasse em alerta máximo a Guarda Municipal.

Segundo Cabral, a medida foi preventiva porque, apesar da falta de energia, a situação na cidade era tranquila. O governador também determinou que o Batalhão de Operações Especiais (Bope) fosse para as principais vias da cidade a fim de garantir a segurança dos motoristas.

A falta de energia causou problemas principalmente para o trânsito. No Rio de Janeiro, os sinais de trânsito ficaram desligados durante as quatro horas de apagão, complicando a circulação de veículos. O retorno da luz na região da orla da praia de Copacabana foi comemorada pelos residentes que passavam pelo local.

Na cidade de São Paulo, o trânsito também apresentou problemas nos principais corredores de tráfego com o desligamento dos sinais de trânsito. Além disso, o sistema de metrô e as linhas de trem também pararam de funcionar, afetando o trajeto de milhares de paulistanos.

A situação forçou a Prefeitura de São Paulo a suspender o rodízio de automóveis na manhã desta quarta-feira e a aumentar a frota de transporte público para atender a população. No entanto, muitos ficaram nas ruas esperando o retorno da energia elétrica.

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