Ao oferecer receber presos, Espanha busca melhor relação com EUA

MADRI (Reuters) - A promessa feita pela Espanha de considerar receber presos de Guantánamo coincide com uma melhora nas relações com os Estados Unidos sob o governo de Barack Obama, disse o ministro das Relações Exteriores espanhol nesta quarta-feira. Miguel Angel Moratinos disse à rádio La Ser que há uma boa atmosfera, uma boa disposição em Washington, em relação a um encontro entre Obama e o primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que era ignorado por George W. Bush.

Reuters |

As relações da Espanha com os Estados Unidos esfriaram depois que Zapatero cumpriu a promessa de campanha de retirar as tropas espanholas do Iraque quando tomou posse pela primeira vez, em 2004.

Zapatero, que critica abertamente a guerra no Iraque, nunca foi convidado para visitar Bush nos Estados Unidos, o que levou críticos a sugerirem que a quarta maior economia da Europa estava perdendo influência política.

As autoridades do governo espanhol não escondem seu entusiasmo com o governo de Obama, que se volta um pouco mais para a esquerda em relação ao antecessor. Em particular, expressaram esperança de aumentar a influência internacional da Espanha graças às afinidades com Washington.

Moratinos disse que seu encontro com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, na terça-feira, estabeleceu boas bases para o futuro. No encontro, ele afirmou que a Espanha pode aceitar presos de Guantánamo.

"A nova secretária de Estado, Hillary Clinton, com suas palavras e mensagens, marcou uma nova fase, na qual a Espanha poderá ter um papel ativo e muito mais intenso no mundo", disse Moratinos.

Autoridades espanholas esperam que o governo Obama favoreça uma abordagem mais multilateral para a política internacional, além de ser favorável à Espanha em áreas que considera de interesse especial, como a América Latina e o norte da África.

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