Ao menos sete pessoas morrem em ataque à equipe de críquete do Sri Lanka no Paquistão

LAHORE ¿ Pelo menos sete pessoas morreram nesta terça-feira em Lahore, no Paquistão, quando um grupo de atiradores abriu fogo contra um ônibus que transportava a seleção de críquete do Sri Lanka. Ao menos seis jogadores e o técnico assistente, Paul Farbrace, ficaram feridos, além do árbitro reserva Ehsan Raza.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Ônibus que levava a equipe foi alvo de disparos

Ônibus que levava a equipe foi alvo de disparos

Segundo a polícia, o ônibus circulava pelo centro de Lahore com destino ao estádio Gaddafi, onde a equipe jogaria uma partida, quando foi atacado por 12 homens munidos com granadas e armas pesadas. Testemunhas relataram ter ouvido grandes explosões e barulho de tiros.

O capitão do time, Mahela Jayawardene, disse que os atiradores dispararam inicialmente contra os pneus do ônibus, e depois contra a carroceria. "Todos nós nos jogamos nos chão para nos proteger", disse ele à agência Reuters.

O presidente do Sri Lanka, Mahinda Rajapkase, condenou o que chamou de "ataque terrorista covarde" e ordenou a retirada imediata dos jogadores do estádio Gaddafi, para onde tinham sido levados após o atentado. Um helicóptero retirou o time cingalês do local.

Analistas ouvidos pela Reuters não conseguem estabelecer qualquer razão para um atentado contra o time cingalês de críquete, a não ser passar a mensagem de que ninguém está seguro ao visitar o Paquistão.

Mumbai

O país está engajado em uma luta contra insurgentes islâmicos desde os ataques em Mumbai, na Índia, em novembro de 2008, em que 195 pessoas morreram.

A Índia atribuiu o atentado de Mumbai a militantes islâmicos treinados no Paquistão. O incidente provocou uma grave crise diplomática entre os dois vizinhos nucleares, gerando também pressão internacional para que Islamabad reprima grupos islâmicos que no passado contaram com a benevolência dos serviços locais de inteligência.

O grupo acusado pela Índia de realizar o atentado de Mumbai, o Lashkar-e-Taiba, é oriundo da província do Punjab, cuja capital é Lahore. Segundo a Reuters, o governador de Punjab, Salman Taseer, disse que o ataque desta terça-feira segue "o mesmo padrão" do ataque de Mumbai.

Já o ministro paquistanês da Navegação, Sardar Nabil Ahmed Gabol, disse a uma emissora de TV que os terroristas teriam entrado pela fronteira do país com a Índia. "[O ataque à equipe de críquete] foi uma conspiração para difamar o Paquistão internacionalmente", afirmou.

Comentaristas dizem que o ocorrido é um baque para a prática do esporte mais popular do país. Após os ataques de Mumbai, a seleção de críquete da Índia recusou um convite para jogar no Paquistão.

No mês passado, o Conselho de Internacional de Críquete, o órgão do governo paquistanês que regula o esporte, decidiu cancelar um campeonato por questões de segurança.

(*com informações da Reuters e da BBC)

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