Ao menos 50.000 egípcios manifestam contra a guerra em Gaza

Ao menos 50.000 pessoas manifestaram nesta sexta-feira após a oração em Alexandria, a grande cidade do norte do Egito, contra a ofensiva israelense na Faixa de Gaza, segundo um responsável da segurança e um correspondente da AFP.

AFP |

No Cairo, a polícia antidistúrbios impediu atos em frente a diversas mesquitas, enquanto em Al-Arich, no Sinai, as forças de ordem se enfrentaram com os manifestantes, indicou o responsável dos serviços de segurança.

Trinta e cinco membros dos Irmãos muçulmanos, principal grupo da oposição egípcio, foram detidos no Cairo e na província, suspeitos de querer participar nas manifestações, segundo a mesma fonte.

Os manifestantes em Alexandria, liderados por membros do Parlamento afiliados à confraria islamita, denunciaram a cumplicidade dos governos árabes com o bloqueio imposto em Gaza pelo Estado hebreu.

"Abaixo Israel e os colaboradores", "Gaza, perdoe-nos, abrir Rafah não é da nossa alçada", disseram, em referência ao terminal de Rafah, entre o Egito e o território palestino, que o governo egípcio se nega a abrir na ausência de representantes da Autoridade palestina no ponto de passagem.

O número de manifestantes chegou a 50.000, segundo o chefe da segurança.

Desde o início da ofensiva israelense, a polícia vem impedindo a realização de várias manifestações. Centenas de membros da confraria islamita foram detidos por manifestar contra a guerra em Gaza.

str-se/lm

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