Ao menos 30 morrem durante enchentes em arquipélago português

As autoridades regionais do arquipélago português da Madeira elevaram para 30 o número de mortos nas enchentes causadas neste sábado pelas chuvas torrenciais que ainda atingem a região, embora com menos intensidade.

EFE |

Em declarações à imprensa, o presidente do governo autônomo das ilhas, Alberto João Jardim, falou em pelo menos 30 mortos, enquanto o vice-presidente, João Cunha e Silva, logo depois calculou esse número em 32.

Fontes dos serviços de Defesa Civil e das autoridades de Funchal, a capital do arquipélago da Madeira, disseram à Agência Efe que ainda não há uma apuração oficial do número de vítimas, que o governo português calculou em pelo menos 25.

O ministro do Interior de Portugal, Rui Pereira, anunciou que o Governo estuda a possibilidade de declarar estado de calamidade na região e solicitar à União Europeia (UE) a ativação dos mecanismos de ajuda comunitária para estas situações.

O principal hospital da Madeira recebeu 63 feridos pelas enchentes, que alagaram bairros inteiros de Funchal e levou pontes, veículos e árvores.

As fortes chuvas levaram ao esvaziamento de dois shoppings centers e de várias zonas da parte baixa da cidade, cujo aeroporto permanece fechado. Os cortes nos serviços de telefone e eletricidade afetam também muitas áreas da Madeira.

O primeiro-ministro português, José Sócrates, que se declarou "consternado" pelas vítimas e pela destruição na Madeira, anunciou que pretende viajar para as ilhas com o ministro do Interior assim que as condições do tempo permitirem.

O arquipélago da Madeira fica a 860 quilômetros ao sudoeste de Lisboa. Em suas duas ilhas habitadas, Madeira e Porto Santo, vivem mais de 260 mil pessoas. 

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