Por Abdi Sheikh e Abdi Guled MOGADÍSCIO (Reuters) - Ao menos 14 pessoas morreram no terceiro dia de confronto entre milícias pró-governistas e o grupo rebelde Al Shabaab na região central da Somália, informaram testemunhas e defensores de direitos humanos nesta terça-feira.

O Al Shabaab, considerado por Washington como um braço da Al Qaeda na região, quer impor uma versão rígida da Sharia (Lei Islâmica) no país localizado no Chifre da África, que não tem um governo central efetivo desde 1991.

Os combatentes do grupo rebelde, assim como os do pró-governista de Ahlu Sunna Waljamaca, que defendem uma versão mais moderada do Islã, entraram em confronto em Wabho e Warhole, ao norte de Mogadíscio.

"Ao menos 14 pessoas morreram e outros 32 ficaram feridos em Warhole. A maioria das vítimas eram combatentes de ambos os grupos", disse à Reuters Ali Yasin Geddi, vice-diretor da organização de direitos humanos Elman.

"Por enquanto, 250 famílias, na maioria pastores, fugiu e existe o medo de que os conflitos se espalhem para outras áreas."

Moradores locais dizem que o confronto em Warhole começou na segunda-feira e continuou em Wabho, para onde os milicianos do Al Shabaab recuaram.

"Veículos armados de Ahlu Sunna tomaram Warhole ontem à tarde e seus combatentes estão nas ruas", disse à Reuters por telefone o morador Farhan Ali.

Confrontos na cidade estratégica de Baldwayne no centro da Somália matou ao menos 13 pessoas entre domingo e segunda-feira.

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