Ao menos 130 europeus retirados da Geórgia por conflito chegam a Roma

Roma, 11 ago (EFE).- Um grupo de 110 italianos e outros 20 cidadãos da União Européia (UE), retirados da Geórgia devido ao conflito na região separatista da Ossétia do Sul, chegaram hoje ao aeroporto de Ciampino, em Roma, em dois aviões da Aeronáutica militar.

EFE |

Os italianos, entre eles 15 menores, são oriundos da cidade de Gymni (Armênia), à qual foram levados no domingo em um ônibus a partir de Tbilisi para seguir viagem rumo à Itália.

Ao grupo se uniram também 20 cidadãos da UE, entre eles holandeses e portugueses.

Os italianos retirados da região contaram à imprensa local ao chegar a Roma que "nos arredores de Tbilisi a situação é terrível, há mortos, feridos, povoados destruídos. Os bombardeios continuam".

Uma mulher que estava em Tbilisi a passeio, Giovanna Datti, disse que "a cidade está em silêncio, há uma grande tristeza", e afirmou ter visto "diante da sede do Parlamento pessoas chorando".

Outra mulher, uma georgiana com dupla nacionalidade que estava em Tbilisi de férias, disse que estava no centro da capital e não viu os bombardeios, mas acrescentou: "Obviamente escutei. Durante algumas noites, não dormimos esperando os ataques".

O chefe da unidade de crise do Ministério de Exteriores italiano, Fabrizio Romano, que estava no aeroporto, explicou que em Tbilisi moram entre 60 e 70 italianos - a maioria religiosos e empresários - que vivem de maneira estável na região.

Romano afirmou que a repatriação dos italianos foi "um êxodo voluntário", uma "operação muito rápida".

Entre os retirados há uma equipe de paleontologia da Universidade de Florença (centro da Itália), que há anos trabalhava em um projeto internacional e em escavações em Damanisi, perto de Tbilisi. EFE cr/fh/db

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