Ao lançar pré-candidatura republicana, Romney diz que Obama 'faliu EUA'

Multimilionário ex-governador de Massachusetts entra na corrida por presidência dos EUA com duro discurso econômico

Reuters |

AP
Republicano Mitt Romney, ex-governador Massachusetts, fala em Irmo, Carolina do Sul (21/05/2011)
Mitt Romney, o multimilionário ex-governador de Massachusetts, lançará sua segunda campanha à presidência dos EUA nesta quinta-feira com um discurso econômico duro em que afirmará que o presidente "Barack Obama faliu a América".

O principal postulante de um Partido Republicano que ainda não tem um nome mais forte começará por New Hampshire, um dos Estados que votam mais cedo nas primárias partidárias e onde uma vitória em fevereiro pode fortalecer sua chance de conquistar a indicação do partido para enfrentar Obama na eleição de novembro de 2012.

Romney culpará "a economia Obama" pela perda de empregos e pela diminuição da renda que afetou os americanos durante o primeiro mandato de Obama e despertou novos temores de uma recessão. A economia é provavelmente o principal problema do governo Obama, apesar de as pesquisas apontarem que ele ainda tem vantagem sobre os candidatos republicanos.

"O governo do presidente Obama consome quase 40% da nossa economia. Estamos a poucos centímetros de deixar de ser uma economia de livre mercado", dirá Romney em seu discurso, segundo trechos divulgados por sua campanha.

Romney, de 64 anos, espera poder concentrar sua campanha em sua experiência nos negócios, no momento em que os EUA lutam com um desemprego alto e um crescimento fraco.

Ele tem um aparato de arrecadação de fundos poderoso em ação, e conseguiu levantar espantosos US$ 10,25 milhões por telefone em oito horas em Las Vegas no mês passado. Os contatos de seu tempo à frente da empresa de investimentos Bain Capital são outra fonte rica de doações de campanha.

A maioria das pesquisas de opinião mostra outros postulantes republicanos, como Newt Gingrich, ex-líder da Câmara dos Deputados, e Tim Pawlenty, ex-governador de Minnesota, atrás de Romney por uma larga margem, embora as enquetes sejam consideradas prematuras.

"Em um cenário de disputa relativamente aberto, Romney está na dianteira do ponto de vista da organização e da arrecadação de fundos a essa altura", disse o estrategista republicano Ford O'Connell.

O principal obstáculo de Romney pode ser seu apoio como governador a um programa de saúde em Massachusetts que se tornou um modelo para a reforma do sistema de saúde de Obama. Muitos republicanos são contra essas reformas.

Muitos se perguntam se Romney é conservador o suficiente para o atual Partido Republicano. Com o crescimento dos ativistas do Tea Party, o partido se inclinou para a direita desde a eleição de 2008.

"Em um ambiente menos polarizado, Romney teria ascendido ao topo da lista de postulantes republicanos", disse Ross Baker, professor de ciência política da Universidade Rutgers em New Brunswick, no Estado de Nova Jersey.

"Agora, um ex-ocupante de cargo público moderado e responsável perdeu muito apelo para pessoas revoltadas e frustradas. Alguém que pode oferecer estabilidade é visto como bastante morno."

O fato de Romney ser mórmon também pode ser um impedimento para conquistar votos de cristãos evangélicos do sul. Sobre ele pesa a fama de ser "duas-caras", depois que mudou de posição em questões como aborto, direitos dos gays e controle de armas em sua pré-candidatura presidencial em 2008, depois de governar Massachusetts mais ao centro.

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