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Ao lado de Sarkozy, Obama defende decisão sobre sanções ao Irã em semanas

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que deseja ver a aprovação de uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra o Irã em questão de semanas, ao apresentar nesta terça-feira uma posição única dos EUA e da França para a questão nuclear de Teerã.

iG São Paulo |

AP
Sarkozy e Obama concedem entrevista em Washington

Sarkozy e Obama concedem entrevista em Washington

"Minha esperança é que tenhamos isso pronto nesta primavera (no Hemisfério Norte)", disse Obama em entrevista coletiva conjunta com o presidente francês, Nicolas Sarkozy. "Estou interessado em ver isso dentro de semanas."

Sarkozy afirmou que "chegou a hora de se tomar decisões" sobre o Irã e disse que vai trabalhar com a chanceler (primeira-ministra) alemã, Angela Merkel, e o premiê britânico, Gordon Brown, para que sejam feitos "todos os esforços necessários para garantir que a Europa esteja engajada como um todo pelas sanções".

Obama recebeu Sarkozy na Casa Branca pela primeira vez. Apesar de se encontrar com o presidente americano no Salão Oval depois de outros líderes europeus, como o britânico Gordon Brown, a alemã Angela Merkel e o espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, o líder francês terá um privilégio que eles não tiveram: um jantar privado.

Obama e a primeira-dama, Michelle, oferecerão à noite um jantar em honra a Sarkozy e sua esposa, Carla Bruni, uma gentileza que o presidente dos Estados Unidos não ofereceu aos outros líderes europeus. Segundo o líder francês, o jantar é "um forte gesto de amizade e de estima em relação à França".

No entanto, Sarkozy, apesar de ser visto nos EUA como mais próximo dos americanos que outros presidentes franceses, criticou Obama em privado, avaliando que ele tem postura "débil e ingênua" na política internacional.

O líder francês foi especialmente crítico com seu colega americano por sua estratégia de perseguir uma política de aproximação com o Irã, já que ele defende uma resposta mais firme.

Por sua vez, Washington não gostou da resposta de Sarkozy sobre a operação militar no Afeganistão. O presidente francês não quer reforçar seu efetivo, como gostaria o governo americano, mas disse que os 3.750 militares franceses permanecerão no país centro-asiático.

Durante a visita de Obama à França em junho para participar dos atos de comemoração do 65º aniversário do Desembarque de Normandia, as diferenças entre ambos começaram a ficar mais evidentes.

Um dia depois da comemoração, Obama, de volta a Paris com sua família, rejeitou um convite para um jantar de Estado no Palácio do Governo da França e preferiu jantar com sua família em um restaurante, como destaca a imprensa americana e francesa nesta semana.

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